Leandro estendeu a mão antes que Tatiane alcançasse a taça novamente.
— Beba um pouco menos.
Ela não insistiu e deixou a taça sobre a mesa.
Alguns convidados chegaram a se aproximar para cumprimentá-los, mas logo perceberam que havia algo errado. Bastou notar os semblantes fechados e a tensão ao redor do grupo para que mudassem de ideia e se afastassem discretamente.
O salão estava deslumbrante, decorado com luxo e romantismo. O perfume das flores se espalhava por todo o ambiente.
Ainda assim, nada ali transmitia a felicidade de um casal prestes a celebrar o noivado.
De repente, toda aquela imponência fazia o lugar parecer menos um salão de festas e mais o cenário de uma sentença.
Por volta das quatro e meia da tarde, Felipe recebeu uma ligação.
Depois de ouvir o que diziam do outro lado, franziu a testa.
Um dos seguranças desceu logo em seguida e se aproximou dele.
— Sr. Felipe, a senhorita Karine machucou a cabeça.
Depois de recobrar a consciência, Karine tentara tirar a própria vida. Como não conseguiram contê-la a tempo, ela bateu a cabeça contra a parede e desmaiou outra vez.
Felipe lançou um breve olhar para Tatiane antes de responder:
— Então, levem-na ao hospital.
— Sim, senhor.
Pouco depois, um representante da família Tavares chegou à propriedade.
Era o assessor pessoal do pai de Wesley.
Diante de todos os convidados, ele anunciou o cancelamento da festa de noivado.
O salão foi imediatamente tomado por murmúrios.
Em seguida, o assessor caminhou até Felipe e Henrique.
— Sr. Felipe, Sr. Henrique, podemos conversar em particular?
Seu tom era extremamente respeitoso.
Felipe olhou para Tatiane e se aproximou dela. Quando falou, sua voz perdeu a rigidez.
— Tati, vamos para casa por hoje, está bem? Você precisa descansar.
Havia quase uma súplica em seu tom.
Tatiane continuou impassível, sem deixar transparecer o que sentia.
Quanto mais calma ela parecia, mais Felipe se inquietava.
Teria preferido vê-la explodir, gritar com ele ou até descontar nele toda a dor que vinha reprimindo.
Tatiane, naturalmente, também ouvira o que o segurança acabara de dizer.
Felipe voltou os olhos para Leandro.
Leandro assentiu.
Pouco depois, Felipe e Henrique deixaram o salão para conversar com o assessor.
Leandro levou Tatiane de volta à casa da família Oliveira.
Quando chegaram, Bia ainda esperava pela mãe.
Não queria comer nem fazer nada. Estava sensível demais e visivelmente abalada.
Cristiano tentara consolá-la de todas as maneiras, mas nada funcionara.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora
Quando esse livro vai acabar pelo amor de Deussss, ta ficando entediante 🙄...
O autor parece uma pessoa perdida na floresta: gira.....gira..... E volta sempre ao ponto de partida....
Horrível a gente pagar caro pra ler um livro e ficar faltando tantas falas, eu teria que ter bola de cristal para adivinhar né...
Kd os novos capítulos?...
Ia ser tão top se tivesse uma sena quente dela e de Leandro e ele finalmente se declarasse pra ela. To chapando muito!...
Não gosto dessa narrativa sem falas claras. Só deduções, o leitor tem que se esforçar para entender o que está acontecendo. Pelo amor de Deus autor melhore essa escrita. Um enredo com mais detalhes é muito mais interessante. Aposto que muito gente desiste de ler por conta desse texto enigmático sem emoções....
A história é demasiadamente repetitiva. Mesmas falas, mesmo enredo. Parece açougueiro enchendo linguiça...
Até que fim o Henrique está tendo atitude de marido...
Gente, sou favorável que Henrique e Tati fiquem juntos, mas para isso ele precisa assumir verbalmente para ela que arrepende de tudo que fez, afinal ele também foi vítima desse casamento "arrajado", assumir os erros, pedir perdão declarar que a ama é o mínimo....
Falta o capítulo 763...