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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 837

Marcos não sabia o que fazer. O coração doía como se estivesse sendo apertado por dentro. Era tudo culpa dele, um pai inútil, que deixara os dois filhos sofrerem tanto.

— Então está bem.

Felipe assentiu.

— Quanto à garantia, pai, não se preocupe. Finja que nada aconteceu. Eu vou resolver tudo.

— Está bem.

Felipe então olhou para Mônica. Sua voz saiu séria, sincera.

— Tia Mônica, sinto muito pelo que aconteceu hoje. Esse assunto não tem nada a ver com o meu pai. A culpa foi minha.

Mônica olhou para ele.

Felipe já não tinha o mesmo brilho de antes. Desde que descobrira a identidade de Tati, ao menos uma coisa era verdade: ele queria compensá-la de algum jeito.

— Você também está cansado. Vá para casa e descanse.

— Está bem. Então peço que cuide da Tati por mim.

— Isso eu já faria de qualquer forma.

Felipe assentiu e não disse mais nada. Virou-se e caminhou para fora da mansão.

Henrique também não ficou por muito tempo. Desceu os degraus, deu a volta no carro e entrou no banco do motorista.

Depois de se despedir dos três, Leandro também foi embora.

Tati precisava de um pouco de silêncio.

Depois que todos foram embora, os três voltaram para dentro de casa. Mônica ainda olhou para o andar de cima, preocupada.

— A Bia está com ela. A Tati vai ficar bem, mãe. — Disse Cristiano, em voz baixa. — A senhora também não precisa se preocupar tanto.

Mônica assentiu.

— Eu sei.

Perto da hora do jantar, ela subiu levando a comida. Tatiane estava sentada no tapete ao lado de Bia, ajudando a menina a fazer pulseirinhas de miçangas.

A cena era tranquila, quase acolhedora. Tati não parecia à beira de nenhuma crise, e só então Mônica conseguiu respirar com um pouco mais de alívio.

— Venham comer primeiro. Depois vocês continuam.

Bia já estava com fome. Passara a tarde preocupada com a mãe e quase não tinha comido nada.

Tatiane segurou a mão da filha e a ajudou a se levantar.

— Vamos lavar as mãos antes de jantar.

— Tá bom.

Depois que as duas lavaram as mãos e voltaram, Mônica preferiu não ficar ali. Naquele momento, Bia era a companhia de que Tati mais precisava.

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