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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 844

Depois que Henrique entrou, os quatro também seguiram para o restaurante.

Patrícia apoiava sem hesitar a decisão de Tatiane de ir para Santa Vitória. Quanto mais uma pessoa ficava parada, sem ter com o que ocupar a cabeça, mais fácil era se afundar nos próprios pensamentos. Talvez mudar de ambiente e desviar um pouco a atenção fosse exatamente o que Tatiane precisava para se recuperar.

— Tati, aconteça o que acontecer, nós estamos do seu lado. Então não tenha medo. Faça o que tiver vontade de fazer. E, se estiver triste... Pode me usar de alvo. Prometo que não reclamo.

Tatiane não conseguiu conter o riso.

— Obrigada, senhor Sérgio.

Ela brindou com Sérgio. Claro que, no copo de Tatiane, havia apenas suco. A princípio, ela até pensara em tomar um pouco de vinho, mas Leandro não permitira.

Patrícia não perdeu a chance de provocá-lo:

— Com esse corpo aí, Cristiano? Ela nem precisa bater forte. Um empurrão e você já pede arrego.

Sérgio encarou Patrícia.

— Que conversa é essa? Acha que eu treinei esse abdômen trincado à toa? Vai saber se o presidente Leandro está tão em forma quanto eu.

Patrícia revirou os olhos e se virou para Leandro.

— Leandro, ouviu essa? Tem gente aqui diminuindo o senhor na sua frente.

Leandro sorriu de leve.

— Não sou tão mesquinho assim. Deixar alguém se gabar um pouco não faz mal.

Patrícia abriu um sorriso e ergueu as sobrancelhas para Sérgio.

— Está vendo? Por isso ele é o nosso presidente Leandro. Que classe.

Sérgio soltou uma risada de desdém e olhou para Leandro.

— Então, qualquer dia desses, a gente tira a prova?

O clima na sala privativa estava especialmente leve e agradável.

A sala onde Henrique estava ficava justamente na diagonal oposta à deles.

Quando os garçons empurraram os carrinhos para servir os pratos ao mesmo tempo, as portas se abriram, e as vozes animadas vindas de dentro puderam ser ouvidas do corredor.

Depois do almoço, Tatiane voltou para a casa da família Oliveira.

Assim que ela entrou, Mônica a examinou de cima a baixo. Então se aproximou e segurou sua mão.

— Tati, você voltou.

De repente, Tatiane abriu os braços e abraçou Mônica.

Mônica ficou surpresa por um instante. Em seguida, envolveu-a nos braços e lhe deu alguns tapinhas nas costas, preocupada.

— Então você vai dormir em casa hoje?

— À tarde, vou buscar a Bia. À noite, Henrique e eu vamos levá-la para jantar fora. Acho que não vou ficar em casa. — Respondeu Tatiane.

Mônica soltou um suspiro leve.

— Está bem, então.

Os três se sentaram no sofá.

Tatiane contou que pretendia trabalhar em Santa Vitória. Embora Mônica estivesse preocupada e, no fundo, não quisesse vê-la partir para tão longe, Tatiane havia passado por coisas demais recentemente. Talvez mudar de ambiente fosse mesmo melhor para ela.

Como Tatiane já havia tomado sua decisão, só lhes restava respeitá-la.

— E a Bia?

— Vou conversar com o Henrique e decidir isso com ele.

— Está bem.

Quando chegou a hora da saída da escola, Tatiane foi buscar Bia.

— Mamãe, o papai disse que vai levar a gente para jantar. Podemos ir esperar por ele na empresa?

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