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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 845

Tatiane assentiu.

— Vamos.

Bia abriu um sorriso radiante.

— Vamos!

Depois de se despedirem de Noemi e Ceci, Tatiane segurou a mãozinha de Bia e entrou com ela no carro.

O veículo seguiu devagar em direção ao edifício Vértice.

Quando chegaram à empresa, todos ali já sabiam que Evelynn, da Alvorada, era esposa do presidente Henrique. Por isso, assim que mãe e filha apareceram, as recepcionistas as receberam com ainda mais respeito.

Bia conseguia subir direto pelo elevador privativo usando o reconhecimento facial.

— Papai!

Henrique estava trabalhando.

Bia não havia avisado que iria até ali com a mãe. Quando Henrique levantou a cabeça e viu a filha, a frieza em seu semblante se desfez na mesma hora. Em seguida, reparou em Tatiane, que vinha logo atrás dela, e largou a caneta.

Bia contornou a mesa e correu até o pai.

Henrique estendeu os braços, pegou-a no colo e a acomodou sobre suas pernas. Depois ergueu a mão e, com o polegar, limpou um pouco de creme no canto da boca dela. A voz saiu cheia de mimo.

— Olha só essa boquinha. Virou uma gatinha toda suja de creme.

Bia sorriu, mostrando os dentinhos brancos.

— A mamãe também comprou bolo para o papai.

Henrique virou o rosto para Tatiane.

Tatiane levou até ele a sacola que carregava.

Henrique a pegou e perguntou:

— De que sabor?

— Mirtilo.

Ele tornou a perguntar:

— Você também comeu?

— A Bia quase não comeu. — Respondeu Tatiane.

Henrique colocou Bia no chão, tirou o bolo da sacola, abriu a embalagem da colher e pegou uma colherada. Então percebeu a filha olhando para ele, cheia de expectativa.

Ele sorriu, sem esconder o quanto a mimava.

— Ainda quer comer?

Bia balançou a cabeça.

— É para o papai comer.

Henrique, de fato, não pretendia dar aquela colherada a ela. Levou o bolo à boca e comeu.

Quando Bia adormeceu, Tatiane voltou para a suíte principal. Henrique estava desabotoando a camisa, prestes a tomar banho. Ao vê-la entrar, não interrompeu o movimento.

— A Bia dormiu?

— Dormiu. Tem uma coisa que eu quero conversar com você.

A voz dela estava calma.

A mão de Henrique parou por um breve instante sobre os botões.

— Conversamos daqui a pouco. Eu também tenho algo para falar com você.

Tatiane murmurou em concordância.

Diante dela, Henrique continuou trocando de roupa sem o menor constrangimento, deixando à mostra o corpo forte e bem definido. Tatiane foi direto até o sofá, sentou-se e pegou um livro que estava ao lado, folheando-o como se nada tivesse acontecido.

Henrique a observou por um instante. Depois entrou no banheiro.

Meia hora mais tarde, saiu usando um robe de cetim azul-marinho, de brilho discreto. A gola levemente aberta deixava entrever o peito firme e musculoso. O corpo inteiro ainda trazia o vapor úmido do banho.

Tatiane levantou os olhos para ele.

Henrique segurava uma toalha com uma das mãos, secando os cabelos curtos, ainda não completamente secos. Caminhou até o sofá e se sentou devagar.

Tatiane fechou o livro e o colocou de lado.

— Você quer falar primeiro ou eu falo?

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