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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 851

Logo abaixo, havia também uma foto tirada no aeroporto. Pela janela, via-se o tempo lá fora: o céu limpo, bonito, com o sol na medida certa e nuvens claras espalhadas devagar, leves, tranquilas.

Tatiane estava prestes a responder à mensagem quando o celular vibrou.

Ao olhar para a tela, viu o nome de Henrique.

Ela atendeu.

— Já acordou?

— Acabei de acordar.

— E a Bia?

— Está no banheiro.

— Amanhã você vai para Santa Vitória sozinha?

— Não exatamente. Vai ter gente comigo. Vou antes para descansar e me instalar por alguns dias.

Henrique não insistiu.

— Certo. Já deixei tudo organizado por lá. Amanhã alguém vai entrar em contato com você e buscar você no aeroporto. Você só precisa ir direto para o lugar onde vai ficar.

No começo, quem iria era apenas Bia, por isso ele havia mandado preparar tudo com antecedência. Agora, porém, era Tatiane quem iria sozinha.

Ao ouvir aquilo, ela ficou alguns segundos em silêncio. No fim, não disse nada.

A ligação caiu numa pausa breve.

No silêncio ao redor, Tatiane conseguiu ouvir, bem ao fundo, uma música vindo do outro lado da linha.

— Você está em algum jantar?

— O David me convidou.

Tatiane também não perguntou mais nada.

Nesse instante, Bia saiu do banheiro.

Tatiane chamou a filha.

— Bia, vem aqui.

A menina correu até ela.

— A mamãe está falando com o papai?

Tatiane entregou o celular.

Bia segurou o aparelho e conversou com o pai por um tempo.

— Pronto. Agora a Bia vai tomar café da manhã com a mamãe, tá bom?

— Tá.

Naquele dia, Bia ficou na casa da família Oliveira fazendo companhia à mãe.

No dia seguinte, alguém da família Barbosa veio buscar a menina.

Dentro da casa, já havia três empregadas por cuidar de Tatiane. Nenhuma era idosa. Tinham por volta de trinta ou quarenta anos e haviam passado por treinamento profissional.

Tudo estava preparado. Tatiane só precisava descansar.

Ela se acomodou na poltrona confortável do quarto, olhando a paisagem pela janela.

Fazia muitos anos que não ia a Santa Vitória. A cidade havia mudado demais.

Tatiane pegou o celular e enviou uma mensagem a Henrique:

[Cheguei. O lugar é muito bom. Obrigada.]

Depois de enviar, saiu da conversa. Àquela hora, ele provavelmente ainda estava dormindo.

As empregadas prepararam o jantar. Depois de comer, Tatiane recebeu uma ligação de Henrique.

A voz dele vinha baixa, com aquela rouquidão preguiçosa de quem acabara de acordar.

— Se você gostou, então está ótimo.

— Gostei. Então se levanta primeiro.

Depois de dizer isso, Tatiane já estava prestes a desligar.

Foi então que ouviu o homem perguntar:

— Adivinha o que eu estou fazendo agora?

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