Entrar Via

Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 852

Ao ouvir aquilo, Tatiane ficou imóvel por um instante.

Não entendeu o que ele queria dizer com aquela pergunta. Ele não tinha acabado de acordar? O que mais poderia estar fazendo?

— Como é que eu vou saber?

Ela não estava nem um pouco disposta a adivinhar.

Henrique soltou um suspiro demorado.

Tatiane percebeu de imediato que havia algo diferente na voz dele. Seu rosto endureceu.

— Você...

Do outro lado da linha, Henrique riu baixo. A voz rouca, carregada de provocação, chegou ao ouvido dela.

— Estou com vontade de ter uma troca mais profunda com você.

O rosto de Tatiane esquentou na mesma hora.

Sem hesitar, ela desligou.

Com a expressão fechada, levou um bom tempo até conseguir se acalmar.

O que tinha dado em Henrique para dizer uma coisa daquelas?

Ela jogou o celular de lado.

Henrique encarou a chamada encerrada e quase conseguiu imaginar Tatiane corando de raiva. Um sorriso discreto surgiu em seus lábios. Depois, deixou o celular de lado, levantou-se e foi tomar um banho frio.

Nos dias seguintes, Tatiane descansou em Santa Vitória.

É claro que não ficou completamente parada. À noite, trabalhava um pouco e se familiarizava com os negócios da filial. A carga não era pesada, então ela conseguia dar conta sem dificuldade.

Entre os projetos da unidade de Santa Vitória, havia um em parceria com a empresa de Felipe. No momento, era o projeto mais importante dali.

Ela também aproveitou aqueles dias para conhecer alguns pontos turísticos da cidade e espairecer.

Em um lugar completamente desconhecido, caminhou sozinha pelas ruas, tirou fotos sozinha, comeu sozinha. Sentou-se sozinha em uma casa de chá, vendo a garoa fina cair do lado de fora enquanto escutava o som da chuva.

Não sentia constrangimento nem inquietação. Pelo contrário, uma paz difícil de explicar parecia se espalhar por seu corpo e por sua mente.

Tatiane silenciou todas as notificações do celular.

Naquele momento, só queria aproveitar aquela tranquilidade em silêncio.

À noite, quando voltou para casa, recebeu uma mensagem de Felipe.

Ele havia preparado um roteiro de viagem para ela, com sugestões de lugares para visitar e endereços de comidas típicas. Eram todos locais que ele mesmo conhecera nas vezes em que estivera em Santa Vitória. Dava até a impressão de que Felipe tinha ido antes apenas para montar aquele guia para ela.

Mesmo sem receber resposta, ele continuava mandando mensagens todos os dias.

Tatiane via todas.

Além de Felipe, claro, havia Henrique.

— Você sempre falou tanto assim?

Henrique soltou uma risada baixa.

— Eu falo tanto assim? Não acho. Para mim, estou só conversando normalmente.

Tatiane apertou o celular com um pouco mais de força.

Ela havia dado um mês para ele pensar direito, mas Henrique parecia não ter a menor intenção de pensar em coisa nenhuma.

— Se não tem mais nada, vou desligar.

— Nem um tempinho para conversar? Pelo menos para resolvermos por que você não responde às minhas mensagens. Senão, quando eu mandar de novo, você vai continuar me ignorando.

Tatiane segurou o celular com força, fechou os olhos e respirou fundo.

— Vou ver se estou com vontade.

Depois de dizer isso, abaixou o telefone e encerrou a chamada.

Uma irritação difícil de explicar tomou conta dela.

Então viu a mensagem que Henrique acabara de enviar:

[Lembra de me responder quando estiver de bom humor.]

Tatiane ficou sem palavras.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora