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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 864

Patrícia foi até a mesa e entregou o celular a Leandro.

Ele pegou o aparelho, mas, ao tentar abrir o vídeo de novo, a página já não carregava mais.

— Que vídeo?

Patrícia estranhou. Pegou o celular de volta e tentou abrir também, mas o vídeo havia sido removido.

Poucos instantes antes, ainda estava no ar. Devia ter sido tirado do ar exatamente naquele intervalo.

— Com certeza alguém já mandou resolver. Era uma entrevista gravada ontem, quando você e a Tati saíram para passear. O perfil oficial de turismo e cultura daqui publicou na internet. Tinha dezenas de milhares de curtidas, então as visualizações também deviam estar altas.

Os outros vídeos publicados no perfil oficial mal passavam de algumas dezenas de curtidas. Só aquele havia viralizado.

— E o que diziam nos comentários? — Perguntou Leandro.

— Nada ruim. Claro, eram só comentários dizendo que vocês dois formavam um casal bonito demais, esse tipo de coisa. Só que a Tati, afinal, ainda não se divorciou.

As intenções de Leandro eram evidentes demais para que qualquer um deles fingisse não perceber.

Patrícia suspirou por dentro.

Só não sabia se ele conseguiria esperar por um bom desfecho.

— Mas, falando sério, se o Henrique insistir em não se divorciar de jeito nenhum, o que você pretende fazer? Você não pode passar a vida inteira nesse papel de protetor silencioso dela.

Leandro olhou para ela e disse:

— Estamos em horário de trabalho. Você acha mesmo que pode me abordar assim tão facilmente?

Patrícia deu de ombros.

— Eu só estava preocupada com você. Precisa ser tão ingrato assim?

— Se você está com tanto tempo livre, amanhã marco um encontro às cegas para você.

Patrícia se virou e saiu na hora.

Foi até o escritório procurar Tatiane, que estava resolvendo alguns assuntos de trabalho.

Patrícia colocou o café diante dela.

— O trabalho está tão puxado assim hoje?

Tatiane levantou os olhos do computador e olhou para Patrícia.

— Obrigada. Nem tanto. Você é que está bem folgada, pelo visto.

Patrícia realmente não tinha muita coisa para fazer naquela filial. Na prática, tinha vindo com Leandro naquela viagem de trabalho quase como quem vinha passear.

Ela sorriu e se encostou de lado à mesa.

— Também não é sempre que o chefe Leandro resolve ter um surto de bondade e me traz para descansar um pouco.

Tatiane tomou um gole de café. Em seguida, empurrou para ela uma pilha de documentos sobre a mesa.

— Já que está tão livre, isso aqui fica com você.

Patrícia apertou os lábios, segurando o riso.

— Posso dizer que, na verdade, também estou ocupadíssima?

— Está bem. — Respondeu Tatiane.

Depois de desligar, ficou segurando o celular com força, esperando ansiosa.

Alguns minutos depois, Roberto ligou de volta.

— Tati, não precisa se preocupar. A Bia está internada só para observação. Não é nada grave.

Tatiane soltou um pouco o ar que vinha prendendo.

— Está bem.

— E o trabalho em Santa Vitória? Como está?

— Bem mais tranquilo.

— Que bom. Você ainda precisa descansar direito e se recuperar.

— Sim. E você? Como anda o trabalho?

— A mesma coisa de sempre. Fechamos uma parceria em um projeto novo, então tenho estado bem ocupado ultimamente.

Tatiane conversou mais um pouco com Roberto antes de desligar.

Ainda assim, aquela inquietação dentro dela não desapareceu.

Nesse momento, Leandro bateu à porta e entrou. Ao notar que ela não parecia bem, perguntou:

— O que foi? Você está se sentindo mal?

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