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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 865

— Não. A Bia não está se sentindo bem. Está no hospital Porto Nobre. — Respondeu Tatiane.

— É grave? — Perguntou Leandro.

Tatiane balançou a cabeça de leve.

— Por enquanto, ela está só em observação. Acho que não é nada sério.

Ao ver a preocupação no rosto dela, Leandro disse:

— Então vá até Porto Nobre ver a Bia. Deixe as coisas daqui com a Patrícia.

Tatiane olhou para ele por alguns segundos. Depois de pensar um pouco, respondeu:

— Está bem.

Ela comprou imediatamente a passagem mais próxima, um voo para Porto Nobre às três da tarde.

— Cuidado no caminho. Quando chegar, me mande uma mensagem.

— Está bem.

Tatiane entrou no carro.

Tomás a levou até o aeroporto.

Depois que ela partiu, Leandro avisou Felipe.

— Certo, entendi.

Felipe respondeu.

Até aquele momento, ele também não havia conseguido falar com Henrique. Só depois de ligar para o assistente dele soube que Henrique estava em um voo de volta ao país.

Quando Tatiane chegou ao hospital Porto Nobre, já eram seis da tarde.

Leandro havia entrado em contato com alguém do hospital com antecedência, e uma pessoa a conduziu até o quarto de Bia.

Se tivesse ido por conta própria procurar a menina, talvez nem conseguisse vê-la.

Ela pegou o elevador exclusivo da ala de internação e subiu até o oitavo andar.

Tatiane não foi direto ao quarto. Primeiro, passou pelo consultório do médico responsável para perguntar sobre o estado de Bia.

Depois de entender a situação, agradeceu ao médico e saiu, seguindo pelo corredor em direção ao quarto da menina.

A porta do quarto 803 se abriu de repente.

Uma mulher vestida de forma impecavelmente formal saiu de lá. Ao ver Tatiane, reconheceu-a de imediato.

Ela avançou alguns passos e estendeu a mão, impedindo sua passagem.

— Senhora Tatiane.

Tatiane ergueu os olhos e a encarou.

Era evidente que aquela mulher era assistente particular de Bianca.

— A senhora Bianca está lá dentro acompanhando a senhorita Bia. Esperamos que a senhora não atrapalhe o descanso dela.

O tom da mulher trazia uma arrogância disfarçada de educação.

Tatiane virou a cabeça.

Então viu o homem caminhando a passos largos em sua direção. Ele usava um terno de corte impecável e carregava aquela presença fria, distante, capaz de fazer qualquer pessoa recuar por instinto.

Ao vê-lo ali, Tatiane ficou paralisada por um instante.

Só quando ele se aproximou e tomou o espaço diante dela por completo, ela pareceu voltar a si. Ergueu a cabeça e olhou para ele.

Henrique baixou os olhos para a mulher à sua frente. Seu rosto bonito permanecia calmo, sem a menor oscilação.

— Entre primeiro.

Tatiane desviou o olhar, virou-se e acompanhou Henrique até o quarto.

A porta foi aberta.

Lá dentro, ouviu-se a risada de Bia. Bianca estava contando uma história para a menina.

Quando a porta se abriu, Bia virou a cabeça.

Ao ver o pai e a mãe surgindo de repente, seus olhos se iluminaram na mesma hora. Empolgada, ela se levantou imediatamente da cama.

— Papai! Mamãe!

Tatiane avançou depressa até a beira da cama.

Bia se jogou nos braços dela.

— Mamãe!

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