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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 866

Tatiane apertou Bia com força contra o peito. Só então sentiu o coração, até então em alerta, finalmente se acalmar.

Depois de alguns instantes, afastou-se o suficiente para segurar o rostinho da filha entre as mãos.

— Você ficou doente. Por que não contou para a mamãe?

Bia fez um biquinho.

— Porque eu não queria deixar a mamãe preocupada.

Tatiane acariciou os cabelos da menina.

— O que mais deixa a mamãe preocupada é não conseguir falar com você.

Bia baixou a cabeça.

— Então... Desculpa, mamãe.

A insegurança estampada no rosto da filha apertou o coração de Tatiane. Quando voltou a falar, sua voz saiu um pouco embargada.

— Você não fez nada de errado, meu amor. Não precisa pedir desculpa para a mamãe.

Henrique observava as duas em silêncio.

Bianca, ao lado deles, também parecia abatida.

— Papai.

Henrique abriu os braços e pegou a filha no colo.

— Ainda bem que você está bem. Agora me conta, o que você comeu no jantar?

Animada, Bia começou a listar tudo o que havia comido. Quando terminou, olhou de um para o outro.

— E o papai e a mamãe? Vocês já comeram?

Henrique encarou Tatiane pelo tempo de uma respiração. Ela sustentou o olhar, mas nenhum dos dois respondeu.

Ele colocou Bia no chão e se virou para Bianca.

— Mãe, pode trocar a roupa da Bia, por favor? Vamos levá-la para jantar com a gente. Depois, trazemos ela de volta.

Bianca olhou para o filho por alguns segundos. No fim, preferiu não discutir.

Ajudou a neta a trocar de roupa e, antes que os três saíssem, reforçou:

— Não se esqueçam de trazê-la de volta.

— Pode deixar.

Bia acenou para a avó, sorridente.

— Tchau, vovó!

Henrique a pegou no colo mais uma vez e saiu do quarto. Tatiane acompanhou os dois.

Do hospital, seguiram direto para o carro.

Henrique observou Tatiane pelo retrovisor.

— O que você quer comer?

— Para mim, tanto faz. Pode escolher.

Acabaram decidindo jantar no restaurante do hotel.

Mais adiante, cruzaram com outra família que também passeava pela cidade.

O pai carregava a filha pequena nos braços, enquanto a mãe, com uma câmera nas mãos, tentava posicioná-los.

— Amor, um pouquinho mais para a esquerda. Isso... Filha, olha para cá. Sorri... Xis!

A câmera disparou.

A mulher conferiu a foto na tela e abriu um sorriso satisfeito. Quando levantou o rosto, percebeu Tatiane, Henrique e Bia se aproximando.

Os três chamaram sua atenção de imediato. Depois de hesitar por um instante, ela tomou coragem e foi até Tatiane.

— Com licença. Você poderia tirar uma foto da nossa família?

Tatiane aceitou sem hesitar.

— Claro.

Pegou a câmera das mãos dela.

A mulher voltou depressa para junto do marido, entrelaçou o braço ao dele e apoiou a cabeça em seu ombro com naturalidade. O homem manteve a filha nos braços, e os três sorriram para a câmera.

A sintonia entre eles era evidente. Bastava olhar para perceber que eram uma família unida e feliz.

Tatiane recuou alguns passos, ajustou o enquadramento e tirou várias fotos em sequência.

Henrique esperava um pouco mais afastado, segurando a mãozinha de Bia em silêncio.

Quando terminou, Tatiane se aproximou da mulher e devolveu a câmera.

— Não sou muito boa com fotos. Dá uma olhada para ver se alguma ficou boa.

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