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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 905

Por volta das dez da manhã, Mônica e Marcos saíram com Theo.

Felipe se ofereceu para levá-los de carro.

Marcos tentou recusar, mas ele insistiu. A pressa em ir embora e evitar Patrícia era tão evidente que ninguém teria dificuldade em perceber.

Sem saber o que mais dizer, Marcos acabou aceitando.

Assim que todos entraram no carro, Felipe deu a partida.

No banco do passageiro, Marcos falou com o filho em um tom paciente, mas sério:

— Fê, a Paty é uma ótima moça. Você também já não é nenhum garoto. Podia tentar conhecê-la melhor. Se realmente não gostar dela, tudo bem. Mas, pelo menos, dê uma chance a si mesmo.

— Pai, eu sei cuidar da minha vida.

Mônica, sentada no banco de trás, não conseguiu ficar calada.

— Nem toda mulher boa vai esquecer o que aconteceu e continuar esperando por você no mesmo lugar.

Ela nunca contara a Marcos que Patrícia e Felipe tinham namorado no passado.

Por isso, ele não percebeu o verdadeiro sentido daquelas palavras. Apenas concordou:

— Sua tia Mônica tem razão, Fê. Nem toda mulher boa vai ficar esperando por você. Também é preciso saber aproveitar as oportunidades quando elas aparecem.

Felipe sorriu e assentiu.

— Eu sei.

Naquele momento, apenas Tatiane e os outros permaneceram em casa.

Ao meio-dia, Roberto almoçou com eles. Também separaram uma porção para levar a Natália.

À tarde, Bia quis voltar para casa.

Tatiane então se preparou para levá-la de volta ao Residencial Aurora. Patrícia também retornaria ao lugar onde estava hospedada.

— Você não vai esperar o Felipe voltar? — Perguntou Noemi.

— Não adiantaria nada. Nessas coisas, é preciso saber a hora de avançar e a hora de recuar.

Noemi sorriu.

— Pelo visto, você entende mesmo do assunto.

— Além disso, você e Cristiano vão ficar sozinhos em casa. Melhor não atrapalhar o momento a dois de vocês.

Noemi recebeu a provocação com toda a naturalidade, sem demonstrar o menor constrangimento.

Cristiano, por outro lado, pigarreou e desviou os olhos.

O visto, porém, ficou pronto muito mais rápido do que Tatiane imaginava.

No dia seguinte, embora ainda fosse feriado, os documentos foram devolvidos por volta do meio-dia.

Quase ao mesmo tempo, o celular dela vibrou com uma mensagem da companhia aérea. O voo para Nova York estava marcado para as seis da tarde daquele mesmo dia.

Tatiane ficou alguns segundos olhando para a tela antes de respirar fundo.

Em seguida, abriu o aplicativo da companhia, consultou os voos de volta e comprou uma passagem para retornar dois dias depois.

Quando Bia soube que a mãe viajaria naquela noite, ficou triste por precisar se separar dela. Mesmo assim, queria ainda mais que os pais passassem algum tempo juntos.

Por volta das três da tarde, o motorista chegou para levar a menina à casa da família.

— Mamãe, vou ficar na casa da bisa e esperar o papai e a mamãe voltarem.

Tatiane acariciou a cabeça da filha e assentiu.

Depois de entrar no carro, Bia continuou acenando para a mãe pela janela.

Tatiane permaneceu parada, observando o veículo se afastar devagar.

Só quando ele desapareceu por completo de sua vista, ela tirou o celular do bolso, pronta para avisar Leandro.

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