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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 935

Tatiane entrou no quarto de Bia.

A menina dormia, mas seu sono era agitado. Os cantos dos olhos ainda estavam úmidos, e ela murmurava baixinho:

— Papai... Mamãe...

Tatiane se sentou à beira da cama e acariciou o rosto da filha. Uma dor profunda lhe comprimiu o peito.

Tirou os sapatos e se deitou com cuidado ao lado dela. Pousou a mão sobre o corpinho de Bia e começou a acariciá-la devagar, tentando acalmá-la.

Mesmo adormecida, a menina pareceu reconhecer a presença da mãe. Virou-se e se aninhou em seus braços.

Tatiane a envolveu imediatamente, apertando-a contra o peito.

Duas horas depois, Bia acordou.

Assim que abriu os olhos e viu a mãe deitada ao seu lado, despertou por completo. Esfregou os olhos várias vezes, como se precisasse ter certeza de que não estava sonhando.

Então a chamou, com a voz carregada de emoção:

— Mamãe!

Tatiane abriu os olhos e acariciou os cabelos da filha.

— A Bia acordou? Está com fome?

A menina se encolheu nos braços da mãe e a abraçou com força. De repente, sua voz ficou embargada.

— Mamãe... Cadê o papai? Por que ele não voltou com você?

Tatiane a apertou contra o peito e respondeu com toda a calma que conseguiu reunir:

— O papai teve um imprevisto e precisou resolver algumas coisas. Mas ele vai voltar. A Bia precisa esperar por ele.

A menina ergueu o rostinho. Seus olhos estavam vermelhos, mas ela assentiu com firmeza.

— Eu vou esperar o papai voltar. Ele ainda vai se casar com a mamãe, e eu vou ser a daminha.

Tatiane enxugou delicadamente as lágrimas acumuladas nos cantos dos olhos da filha.

— Vamos esperar o papai voltar.

— Uhum.

Bia escondeu o rosto no peito da mãe e, aos poucos, voltou a se acalmar.

As duas permaneceram deitadas por mais algum tempo. Depois, Tatiane se levantou e ajudou a filha a sair da cama.

Uma das empregadas levou uma refeição até o quarto.

Bia quase não havia comido durante todo o dia, mas, agora que estava com a mãe, recuperou um pouco do apetite e comeu bem.

Depois, ainda sem sono, pediu para assistir a desenhos animados.

Lorena ainda não havia chegado.

— Senhorita Tatiane, aguarde um momento, por favor. Dona Lorena já está vindo. Fique à vontade.

Tatiane se acomodou em uma das poltronas, e ele lhe serviu uma xícara de chá.

Poucos minutos depois, passos soaram do lado de fora.

Tatiane ergueu os olhos e viu Lorena entrar. A senhora estava visivelmente mais magra e abatida.

Mesmo quando ela se aproximou, Tatiane não fez menção de se levantar.

A empregada ajudou Lorena a se sentar. Depois, a senhora fez um gesto para dispensá-la, e a mulher se retirou em silêncio.

O mordomo serviu uma xícara de chá para Lorena, colocou-a sobre a mesa e também deixou a sala, fechando a porta atrás de si.

O ambiente mergulhou em silêncio, envolvido pelo aroma suave do chá.

Tatiane permaneceu sentada, sem qualquer intenção de iniciar a conversa.

Lorena a observou com os olhos cansados, mas ainda carregados da autoridade de sempre.

— Agora, finalmente, você está completamente livre.

O acordo de divórcio que estivera nas mãos de Bianca havia sido levado por Henrique, mas ela guardara uma cópia.

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