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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 934

Para quem a observava de fora, Tatiane parecia perfeitamente bem.

Mas, quanto mais se comportava daquela forma, mais Mônica e Marcos sofriam. Os dois já não sabiam como ajudá-la.

Naquele dia, Leandro foi até a casa da família Oliveira.

Tatiane acabara de jantar e estava sentada sozinha na varanda do andar de cima, olhando o pôr do sol ao longe. O vento agitava seus cabelos, mas ela continuava imóvel, isolada em um silêncio que ninguém conseguia romper.

Leandro parou a certa distância e a observou por alguns instantes.

Mônica falou com a voz rouca de preocupação:

— Ela passa todos os dias assim. Eu já não sei mais o que fazer. O Beto contou hoje que a Bia foi internada.

Eles não tiveram coragem de contar aquilo a Tatiane.

Ela parecia ter se fechado em um mundo próprio, distante demais para que alguém pudesse alcançá-la.

Leandro se aproximou devagar e parou ao lado dela. Seguiu a direção de seu olhar e contemplou o entardecer. O horizonte inteiro estava banhado por uma luz dourada.

Mais afastados, Mônica e Marcos observavam os dois.

Marcos levou a mão aos olhos várias vezes, tentando conter as lágrimas.

Mônica olhou para ele.

— Vamos descer.

Com os olhos avermelhados, ele assentiu.

Leandro só desviou o olhar quando o último raio de sol desapareceu no horizonte.

Tatiane continuava imóvel.

Então ele disse, em voz baixa:

— Tati, a Bia precisa de você agora.

Pela primeira vez em dias, Tatiane reagiu.

Ergueu os olhos e encarou Leandro.

Ele sabia que, durante todo aquele tempo, ela vinha tentando se manter de pé por causa da filha.

Precisava encontrar forças para seguir em frente. Só assim conseguiria cuidar de Bia.

Na sala, no andar de baixo, Roberto entrou a passos largos e encontrou Marcos e Mônica sentados no sofá, abatidos.

— Tia Mônica, tio Marcos.

Os dois levantaram os olhos ao mesmo tempo.

— Beto, você chegou.

— Onde está a Tati?

— Lá em cima. O Leandro também está com ela.

Mônica ainda falava quando um ruído vindo do andar de cima chamou a atenção dos três.

Ao olharem para a escada, viram Leandro e Tatiane descendo.

Roberto se aproximou depressa.

— Tati.

Ela olhou para ele.

Tatiane assentiu.

— Obrigada por cuidarem dela. Podem voltar para casa.

Isadora ainda pensou em dizer alguma coisa, mas percebeu que nenhuma palavra faria diferença naquele momento.

No fim, apenas concordou.

— Está bem.

Lílian e os outros não queriam ir embora. Queriam ficar ali para fazer companhia a Bia.

Isadora tentou tranquilizá-los.

— A Bia vai ficar bem.

Só depois de muita insistência conseguiu convencer as crianças a voltarem para casa.

Tatiane subiu para o quarto.

Roberto e Leandro permaneceram na sala.

Pouco depois, Leandro recebeu uma ligação de Felipe.

— Alô?

Depois de conversarem sobre os assuntos mais urgentes, Leandro contou como Tatiane estava.

Felipe, por sua vez, trouxe uma nova informação.

Imagens de satélite haviam registrado uma embarcação passando pela região do acidente depois da tempestade, justamente na área onde a gravata de Henrique fora encontrada.

Agora, as equipes tentavam localizar o navio e descobrir a quem ele pertencia.

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