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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 938

Patrícia mudou de assunto e sugeriu:

— Que tal levarmos as meninas para fazer rafting no fim de semana?

Noemi concordou na mesma hora.

— Ótima ideia. Assim, a gente foge um pouco desse calor. A Ceci já faz tempo que está pedindo para brincar na água. O que você acha, Tati?

— Por mim, tudo bem.

Depois do jantar, Patrícia e Noemi foram embora com Ceci.

Tatiane levou Bia para o andar de cima, ajudou-a no banho e a preparou para dormir. Quando terminou, a babá subiu para avisar que Bianca havia ligado e queria falar com a menina.

Bia desceu com ela para atender ao telefone.

Tatiane não foi junto. Pegou o pijama e entrou no banheiro para tomar banho.

Quando saiu, já com os cabelos secos, encontrou Bia sentada no sofá, esperando por ela.

Assim que viu a mãe, a menina correu até ela, abraçou sua cintura com força e ergueu o rostinho.

— Mamãe, a gente pode ir ver o papai?

Tatiane a conduziu até o sofá e se sentou ao lado dela.

— A vovó deixou a Bia ir?

Bia assentiu.

— Sim. E a Bia também está morrendo de saudade do papai.

Ela nunca havia passado tanto tempo longe dele.

Ao que tudo indicava, Henrique já devia estar fora de perigo. Ainda assim, dificilmente conseguiria voltar ao Brasil tão cedo.

Tatiane acariciou os cabelos da filha.

— O papai está bem, então você já pode ficar tranquila. Mas a mamãe ficou muito tempo afastada e precisa voltar ao trabalho. Além disso, o vovô passou mal hoje e foi internado. Por isso, não vou poder ir com você.

Ela fez uma breve pausa antes de continuar:

— Você pode ir primeiro. A mamãe fica aqui esperando o papai voltar.

Naquele mesmo dia, Tatiane havia conversado com Mônica por telefone e soubera da internação. Felizmente, não era nada grave.

Bia fez um biquinho.

— Mas o papai com certeza vai querer ver a mamãe.

— Não é como se a gente nunca mais fosse se encontrar. Mais cedo ou mais tarde, seu pai vai voltar.

Tatiane precisou acalmá-la por um bom tempo até que Bia finalmente concordasse.

No dia seguinte, a família Barbosa providenciou um avião particular. A babá e os seguranças acompanhariam Bia durante a viagem.

Tatiane levou a filha até o carro.

— Vá primeiro. A mamãe fica aqui esperando você e o papai voltarem.

A mulher olhou para ela, confusa.

— É para colocar tudo nas malas?

Tatiane assentiu.

Embora estranhasse o pedido, a babá não fez perguntas e começou a arrumar as coisas.

Tatiane voltou os olhos para o armário de joias.

Ali estavam inúmeras peças de valor exorbitante, todas compradas por Henrique. Muitas delas jamais haviam sido usadas.

O diamante azul, arrematado anteriormente por mais de cem milhões, ainda estava com a família Oliveira.

Por um instante, Tatiane não soube o que fazer com tudo aquilo. Eram objetos valiosos demais para serem tratados de qualquer maneira.

"Melhor deixá-los aqui por enquanto."

A babá levou quase duas horas para terminar e encheu duas malas grandes.

Com exceção das joias mais caras, praticamente todos os pertences de Tatiane já estavam guardados.

— Senhora, está tudo pronto.

Tatiane fechou o livro que tinha nas mãos.

Preparava-se para pedir ao motorista que levasse as malas até o carro quando...

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