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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 939

Por coincidência, Roberto apareceu para vê-la justamente naquele momento.

Assim que entrou e viu as duas malas grandes na sala, perguntou:

— Tati, isso é...

Tatiane não explicou.

— Já que você está aqui, Beto, me ajuda a colocar as malas no carro.

Roberto a observou por alguns segundos.

Ela agia com tamanha naturalidade, como se aquilo não tivesse importância alguma. Ele queria perguntar o que estava acontecendo, mas não sabia por onde começar. Uma angústia difícil de definir apertou seu peito.

No fim, permaneceu calado.

Apenas pegou as malas de Tatiane e as colocou no porta-malas do próprio carro.

Depois de fechá-lo, bateu as mãos uma contra a outra.

— Vamos.

Tatiane deu a volta no veículo, abriu a porta do passageiro e entrou. Em seguida, colocou o cinto de segurança.

Roberto se acomodou ao volante, ligou o carro e lançou um olhar para ela.

— Podemos ir?

Tatiane murmurou:

— Vamos.

O carro deixou a propriedade devagar.

Pelo retrovisor, a mansão ia ficando cada vez mais distante. Tatiane, porém, manteve os olhos fixos na estrada, sem olhar para trás.

Só então Roberto perguntou:

— Bia foi para Nova York?

— Sim. A essa hora, provavelmente já embarcou.

Roberto continuou atento à pista.

— Ele provavelmente ainda nem sabe que vocês estão oficialmente divorciados.

Tatiane ficou em silêncio.

Depois de alguns instantes, respondeu:

— Talvez esse sempre tenha sido o nosso destino.

Roberto não insistiu.

O silêncio voltou a preencher o carro.

Algum tempo depois, Tatiane perguntou de repente:

— E a Natália?

— Não sei onde Lourenço a deixou. Nem a Nadja consegue falar com ela.

— Afinal, qual é a relação entre os dois? E a família dela?

Roberto assentiu.

— Se precisar de qualquer coisa, me liga.

— Está bem. Dirija com cuidado.

Pouco depois, Roberto deixou a casa da família Oliveira.

Tatiane pediu à babá que levasse as malas para o quarto e ficou com o Theo.

Em seguida, ligou para Leandro.

— Professor, daqui a dois dias vou para Santa Vitória.

Ao ouvir aquilo, Leandro perguntou:

— Você está livre hoje à noite?

— Estou.

— Então vamos jantar juntos. Conversamos pessoalmente.

— Está bem.

Às seis da tarde, o motorista levou Tatiane até o La Aurora.

Assim que desceu do carro, encontrou Leandro no estacionamento.

— Tati.

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