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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 972

Depois do café da manhã, Tatiane começou a se arrumar para sair.

Era segunda-feira, e ela precisava ir à empresa.

Antes, havia pensado em levar Bia consigo caso a menina não quisesse ficar em casa. Com Henrique ali, porém, seria muito mais simples deixá-la com o pai.

Em teoria, ele devia ter uma infinidade de assuntos para resolver, tanto no país quanto no exterior. Tatiane nem fazia ideia de quanto tempo ele pretendia ficar daquela vez.

Durante o café da manhã, no entanto, não perguntara nada.

Depois de se trocar, saiu do quarto.

Bia brincava com as duas gatinhas, enquanto Henrique permanecia sentado no sofá, fazendo companhia à filha.

Talvez por causa da presença da menina, ele estivesse muito mais tranquilo. Até Laranjinha e Florzinha já pareciam menos ariscas perto dele.

— Bia, a mamãe já vai trabalhar.

Pai e filha olharam para ela ao mesmo tempo.

Henrique demorou alguns segundos a desviar os olhos.

Tatiane usava um vestido longo de algodão azul, marcado na cintura por uma faixa fina. A barriga continuava perfeitamente lisa, sem qualquer sinal aparente de mudança.

O cabelo estava preso em um rabo de cavalo baixo, e ela não usava maquiagem.

Era um visual simples, confortável, quase despretensioso, muito diferente da imagem sempre elegante e impecável que Tatiane costumava exibir no passado.

Ela percebeu que Henrique a examinava, mas fingiu não notar.

Bia correu até a mãe.

— Mamãe, você não pode faltar hoje?

Tatiane se abaixou e apertou de leve as bochechas da filha.

— Hoje é segunda-feira, meu amor. A mamãe tem reunião e não pode faltar. O papai fica com você.

Bia não insistiu.

— Então eu e o papai vamos esperar você voltar do trabalho.

Tatiane assentiu e seguiu até a porta.

Enquanto trocava os sapatos, ouviu passos se aproximando. Ao se virar, viu Henrique vindo em sua direção.

— Aconteceu alguma coisa?

— Eu levo você até a empresa.

Tatiane se surpreendeu.

— Não precisa. É perto daqui.

Bia correu até os dois.

— Mamãe, deixa o papai levar você!

Antes que Tatiane respondesse, Henrique olhou para a filha.

Foi o bastante para que a mulher começasse a tentar apresentar o filho a Tatiane.

Segundo ela, o rapaz ocupava um cargo importante em uma grande empresa, ganhava mais de um milhão por ano e estava viajando a trabalho para o exterior. Assim que voltasse, queria marcar um encontro entre os dois.

Tatiane recusara na mesma hora.

A mulher, porém, não parecera disposta a desistir.

De vez em quando, surgia à porta do apartamento com alguma coisa nas mãos e sempre encontrava um pretexto para prolongar a conversa. No fundo, Tatiane desconfiava que o verdadeiro objetivo era descobrir se havia algum homem morando com ela.

As visitas só diminuíram depois que Leandro começou a aparecer com frequência.

Depois de vê-los algumas vezes saindo e voltando juntos do trabalho, e de certa noite encontrar Leandro no apartamento ao aparecer novamente sem avisar, a senhora finalmente parou de insistir.

Tatiane percebeu, naquela época, que ela havia tirado suas próprias conclusões.

Não viu motivo para corrigi-la.

Agora, muito menos tinha disposição para isso.

Por isso, limitou-se a sorrir por educação e continuou andando.

Mal havia dado dois passos quando a voz de Henrique soou atrás dela.

— Com licença. Quem é esse namorado que a senhora mencionou?

Ao ouvir aquilo, Tatiane parou abruptamente e se virou para olhar o homem que permanecia parado no mesmo lugar.

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