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Ela Nunca Volta: Quando o Marido Frio Implora romance Capítulo 973

Ao ouvir a pergunta de Henrique, a senhora lançou um olhar para Tatiane, que deixava bem claro que queria sair dali o quanto antes. Um leve desdém apareceu em seu rosto.

— Aquele homem que vivia indo e voltando do trabalho com ela. E, olha, ele é bem bonito.

Henrique manteve a expressão impassível.

— Ela chegou a dizer que ele era namorado dela?

Tatiane o encarou, sem entender aonde ele queria chegar com aquilo.

— Eles até moravam juntos. Se não era namorado, era o quê? Os dois pareciam se dar muito bem.

Só então Tatiane percebeu o quanto aquela mulher era capaz de distorcer as coisas.

Era a primeira vez que via alguém inventar uma história na frente da própria pessoa envolvida e ainda falar com tamanha convicção.

Henrique, no entanto, não se alterou.

— Então ela nunca disse à senhora que ele era namorado dela?

A mulher elevou a voz, como se a resposta fosse óbvia.

— Precisa dizer? Se não eram namorados, por que moravam juntos?

Henrique não insistiu.

Ergueu os olhos para Tatiane, que permanecia alguns passos adiante, em silêncio, visivelmente contrariada.

A senhora também voltou a atenção para ela, agora com um ar quase divertido, como quem esperava assistir ao resto da confusão.

A movimentação começava a chamar atenção.

Alguns moradores que passavam por ali diminuíram o passo e lançaram olhares discretos na direção deles.

Henrique, por si só, já chamava atenção. Alto, imponente e com uma presença difícil de ignorar, destacava-se em qualquer lugar.

Ainda assim, havia algo nele que mantinha as pessoas a certa distância.

Frio demais.

Inacessível demais.

Ninguém parecia disposto a se aproximar sem necessidade.

Foi então que Henrique quebrou o silêncio, claramente descontente.

— Ficou muda agora? Você não é tão valente? Pelo visto, qualquer um pode falar o que quiser de você e você simplesmente deixa.

Tatiane fechou a cara na mesma hora.

A senhora, por outro lado, ficou sem entender nada.

Ela esperava que Henrique perdesse a paciência, exigisse explicações de Tatiane ou fizesse uma cena ali mesmo.

No fundo, ainda guardava certo ressentimento pelas várias vezes em que Tatiane recusara suas tentativas de apresentá-la ao filho.

"Ser bonita é grande coisa?"

Na cabeça dela, o filho era bem-sucedido, tinha uma excelente carreira e ocupava uma posição invejável. Não havia motivo para Tatiane agir como se ele não fosse bom o bastante.

Depois de tantos anos de vida, a mulher se considerava ótima em entender esse tipo de situação.

E, para ela, tudo parecia muito claro.

Tatiane devia estar traindo o homem que estava ali, que certamente era seu verdadeiro namorado.

A senhora responsável por toda aquela fofoca ficou imediatamente incomodada.

Henrique soltou uma risada sem humor.

— Tatiane, pelo visto toda essa sua coragem só serve para fazer cara feia para mim.

Tatiane puxou o braço com força, tentando se libertar.

— Tati.

A voz de Leandro surgiu de repente.

Tatiane parou na mesma hora.

Virou o rosto e viu Leandro se aproximando rapidamente.

Henrique também voltou os olhos para ele.

Ao redor, os moradores acompanhavam a cena com expressões variadas, cada um tentando entender o que, afinal, estava acontecendo.

A senhora que iniciara toda aquela confusão parecia ainda mais perdida.

Aquilo já não se parecia em nada com uma traição descoberta em flagrante.

Constrangida, chegou a pensar em ir embora antes que a situação acabasse sobrando para ela.

O homem diante de Tatiane claramente não parecia alguém com quem fosse prudente se envolver.

Mesmo assim, a curiosidade falou mais alto.

No fim das contas, ela queria descobrir que história era aquela entre uma mulher e dois homens.

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