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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 137

Rafael ajustou a pontaria devagar.

O dedo voltou ao gatilho.

E então o barulho veio.

Galhos se quebrando. Passos firmes. Várias direções ao mesmo tempo.

- RAFAEL! SOLTA A ARMA!

Gonçalo surgiu da mata com três homens, as armas erguidas, os olhos fixos no alvo. Eles haviam seguido o som do disparo.

Rafael hesitou.

Tarde demais.

O primeiro disparo veio certeiro, não para matar, mas para desarmar. O projétil atingiu a mão direita de Rafael, aquela que segurava a arma, estilhaçando os dedos que ainda mantinham a pressão no gatilho. A pistola caiu no chão.

Rafael gritou.

O segundo disparo veio em seguida, acertando a coxa esquerda, abaixo da linha do quadril. A perna cedeu, e ele caiu de joelhos primeiro, depois de lado, o corpo se contorcendo na terra molhada.

A equipe avançou.

- Não atirem mais! - Gonçalo ordenou, já agachando ao lado de Rafael. Dois homens o imobilizaram, prendendo os braços para trás com força bruta.

- Meu pai… - Dante gritou para Gonçalo. - Precisamos estancar o sangramento…

Dante tentou se mover, mas a armadilha ainda prendia seu tornozelo, o metal cravado na pele. Gonçalo ordenou que um dos homens cortasse as amarras com um alicate.

O sangue escorria da perna de Rafael, manchando a terra. Ele gritava, se debatia, os olhos injetados de ódio e dor.

- Eu vou matar vocês! Todos! Vou queimar tudo que vocês têm! - A voz era distorcida, selvagem. - Vocês não vão sair vivos dessa ilha!

- Para o sangramento desse aí também - Gonçalo ordenou a um dos homens, apontando para a perna de Rafael. O outro já preparava um torniquete improvisado com o cinto.

Rafael não parava de gritar.

Alexandre estava pálido, os olhos semicerrados, a respiração curta.

- Fica comigo - Dante disse, a mão do pai ainda entre as suas. - A gente ainda tem tanta coisa para conversar.

O som do motor do jato começou a se aproximar.

O golpe foi seco, certeiro, carregado de tudo o que Dante não tinha conseguido dizer em palavras. O impacto fez Rafael cambalear, o corpo já desequilibrado pela perna ferida. Ele caiu de lado, o peso do corpo torcendo o ferimento ainda mais.

O grito de dor foi abafado pela terra que subiu ao seu redor.

- Você vai ficar aqui - disse Dante, a voz baixa, controlada, perigosa. - Nessa ilha. Sem tratamento médico. Até meu pai estar bem.

Rafael tentou se levantar, mas a perna não respondeu. O braço bom tentou se apoiar no chão, escorregou na terra molhada.

- Você não pode fazer isso! - gritou, a voz misturando dor e desespero. - Eu vou denunciar! Isso é crime!

- Crime? - Dante repetiu, a voz fria. - Você sequestrou minha esposa. Agrediu meus homens. Atirou no meu pai. Quer falar de crime?

Ele se abaixou, ficando a centímetros do rosto de Rafael.

- Você vai ficar aqui. Vai pensar no que fez. E quando eu decidir que você já sofreu o suficiente… aí a gente acerta as nossas contas.

Rafael ficou no chão, a mão ensanguentada, a perna latejando, o desespero estampado no rosto.

Os homens de Gonçalo recuaram, formando um perímetro ao redor, armas em posição. Ninguém iria ajudá-lo.

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