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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 164

As duas semanas seguintes foram as piores da vida de Lorena.

Ela acordava todas as manhãs com o coração na mão, o estômago embrulhado, a mente girando. Tentava não criar expectativas. Tentava não pesquisar sintomas na internet. Tentava não projetar o futuro em cada pequena sensação do corpo.

Falhava em todas as tentativas.

Dante também não dormia direito.

Ele ficava acordado à noite, olhando para ela, os olhos fixos no rosto que a luz do abajur deixava ainda mais suave. Torcia. Torcia como nunca tinha torcido por nada na vida.

- Você está me olhando - ela disse, numa madrugada.

- Estou.

- Não consigo dormir pensando no resultado.

- Eu também não.

- E se não der certo?

Ele segurou a mão dela.

- Aí a gente tenta de novo.

- E se não der certo de novo?

- Aí a gente tenta de novo.

Ela fechou os olhos.

- Você não vai desistir de mim?

- Nunca.

No décimo quarto dia, Lorena acordou antes do sol.

Dante ainda dormia um sono pesado, dos que vinham depois de muitas noites mal dormidas. Ela se levantou devagar, saiu do quarto, e foi até o banheiro.

O teste estava na gaveta, comprado na véspera, escondido entre os lençóis.

Ela o tirou da caixa.

Leu as instruções.

Esperou.

O relógio na parede marcava cinco e quarenta e três da manhã.

Ela fez o teste.

Os minutos seguintes foram os mais longos da vida dela.

O teste estava sobre a pia.

Lorena não conseguia olhar.

Os segundos passavam.

Um.

Dois.

Três.

Pareciam horas.

Ela andou pelo banheiro.

Voltou.

Olhou de relance.

Desviou os olhos novamente.

O coração batia tão forte que chegava a doer.

Não cria expectativas.

Foi o que repetiu para si mesma durante quatorze dias.

Não cria expectativas.

Mas era mentira.

Porque já tinha imaginado um quarto de bebê.

Já tinha imaginado Dante segurando uma criança no colo.

Já tinha imaginado uma família.

Respirou fundo.

E olhou.

Uma linha.

Depois outra.

Lorena congelou.

Não.

Não podia ser.

Aproximou o teste do rosto.

Piscou.

Leu as instruções novamente.

Depois mais uma vez.

As duas linhas continuavam ali.

Fortes.

Nítidas.

Reais.

Um som estranho escapou de sua garganta.

Um meio riso.

Um meio soluço.

Quando percebeu, já estava chorando.

As lágrimas caíam sem controle.

Anos.

Foram anos ouvindo impossíveis.

Anos enterrando sonhos.

Anos tentando aceitar.

E agora...

Ela levou a mão ao ventre.

Ainda não sentia nada.

Mas, havia alguém ali.

A emoção veio tão forte que suas pernas perderam a força.

Lorena sentou-se no chão frio do banheiro, o teste apertado entre os dedos, enquanto as lágrimas continuavam descendo sem que ela tentasse impedi-las.

Grávida.

A palavra parecia grande demais.

Impossível demais.

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