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Ele Teve um Filho com Outra - Casei com o CEO que Ele Odeia romance Capítulo 169

Seis anos depois

O salão do evento estava lotado.

Luzes de cristal pendiam do teto, mesas redondas cobertas por toalhas brancas se espalhavam pelo espaço, e o som de taças tilintando se misturava ao burburinho de centenas de convidados. O prêmio de melhor advogado do ano era um dos mais cobiçados da área, e a lista de indicados era longa.

Dante estava na mesa da frente, João no colo, Julia sentada ao lado.

- A mamãe vai ganhar? - Julia perguntou, os olhos esverdeados brilhando.

- Vai - Dante respondeu.

- Como você sabe?

- Porque a mamãe é a melhor.

João, de três anos, estava mais interessado no guardanapo de que ele vinha transformando em um avião há dez minutos.

- Pai, olha - ele disse, erguendo o guardanapo amassado. - Avião.

- Muito bom, filho.

- Ele voa?

- Só se você jogar.

João jogou. O guardanapo voou três metros e caiu no colo de uma senhora à mesa ao lado. Dante pediu desculpas com um aceno.

Quando o nome de Lorena ecoou pelo salão, por um segundo ela não reagiu.

Como se não tivesse ouvido.

Como se aquela homenagem fosse destinada a outra pessoa.

Depois as palmas vieram fortes.

Longas.

Emocionadas.

Lorena sentiu a garganta apertar.

Porque, durante anos, acreditou que jamais voltaria a se sentir capaz de alguma coisa.

E agora estava ali.

Reconhecida.

Respeitada.

Livre.

Ela subiu ao palco sob os aplausos.

Recebeu a estatueta com as mãos levemente trêmulas.

- Obrigada - disse, aproximando-se do microfone.

Sua voz falhou por um instante.

Ela respirou fundo.

- Durante muito tempo, eu achei que minha história tinha acabado.

O salão ficou em silêncio.

- Mas descobri que recomeços existem. E que, às vezes, as pessoas que tentam nos destruir acabam nos mostrando exatamente o quanto somos fortes.

Os olhos dela encontraram os de Dante na primeira mesa.

Depois os dos filhos.

- Este prêmio é para todas as mulheres que precisaram reconstruir a própria vida quando ninguém acreditava que elas conseguiriam.

As lágrimas vieram antes que pudesse impedir.

- E também para a minha família. Porque nenhum sonho é conquistado sozinho.

O salão inteiro voltou a aplaudir.

Dante foi o primeiro a ficar de pé, depois todos os outros.

- A mamãe é famosa? - Julia perguntou.

- É.

- Mais que você?

- Muito mais.

- Ah.

João, que finalmente havia recuperado o guardanapo, olhou para o palco.

- Mamãe!

Lorena ergueu a mão para os filhos. Os três aplaudiram juntos - Dante, Julia e João.

E, naquele momento, nada mais importava.

O jantar de comemoração foi no restaurante favorito de Lorena.

A mesa estava cheia, as crianças, Laura, Jonas, Alexandre, e Helena.

- Eu sabia que você ia ganhar - Helena disse, erguendo a taça. - Desde que vi você naquele tribunal, sabia.

- Você só viu uma audiência.

- Vi o suficiente.

O celular de Dante vibrou. Ele olhou para a tela e atendeu.

- Theo? - perguntou, com uma sobrancelha arqueada. - Vocês conseguem chegar?

- Não vai dar - ele respondeu, a voz mais alta que o necessário. - A Clara entrou em trabalho de parto.

Dante levantou, ansioso.

- Agora? - Dante perguntou.

A mesa inteira olhou pra ele em busca de respostas.

- Os gêmeos estão chegando.

- Agora? - Lorena se levantou. - Vamos para o hospital!

O hospital estava iluminado e agitado quando eles chegaram.

Theo e Clara estavam na sala de parto, e o grupo se instalou na sala de espera. Julia sentou no colo de Alexandre.

- A tia Clara vai ter um bebê? - perguntou.

- Vai - Alexandre respondeu. - Dois.

- Dois?

- Sim, gêmeos.

Julia ficou em silêncio por um segundo.

- Que legal.

João dormia no colo de Jonas, exausto depois de tanto movimento.

Quando a enfermeira finalmente apareceu, todos se levantaram.

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