Naquele instante, Bento começou a chorar.
A babá reagiu na mesma hora, correndo para verificar o que havia acontecido.
Afonso, que já estava com os braços esticados para pegar o bebê, parou no meio do movimento.
Naiara abafou um sorriso. Pelo visto, Bento precisava trocar a fralda.
Quando a babá se preparou para a troca, Afonso se adiantou e a interrompeu.
— Deixe comigo.
Ele queria, ele mesmo, trocar a fralda de seu filho.
A babá o olhou, duvidosa. — O senhor tem certeza, Sr. Wilson? O senhor sabe como fazer?
Naiara riu baixinho. — Ele se preparou e fez até aulas para isso.
A babá observou os movimentos firmes, porém incrivelmente delicados, de Afonso. Estava visivelmente impressionada.
— Já trabalhei em muitas casas como enfermeira de maternidade, mas é a primeira vez que vejo um pai com tanta ternura e paciência. A senhora não apenas tem um marido maravilhoso, mas o bebê também tem um pai verdadeiramente presente e afetuoso.
Ao sentir o cheiro forte exalando, Naiara não conseguiu evitar e cobriu o nariz com a mão. Mas Afonso agiu como se nada estivesse acontecendo, suas mãos não pararam por um segundo.
Após estar limpinho de novo, Bento parou de chorar e, segurando com força o dedo de Afonso, começou a rir.
Afonso ergueu o filho nos braços e começou a ninar, andando lentamente pelo quarto.
Observando a cena, Naiara sentiu uma onda de pura felicidade invadir seu peito.
Ela só pedia que a vida continuasse assim, pacífica e feliz para sempre.
Depois que Afonso conseguiu fazer Bento dormir, ele pegou a mão de Naiara e saíram do quarto do bebê.
Ao chegarem ao quarto do casal, a frase de Natália sobre a "noite de núpcias" voltou com tudo à mente de Naiara, deixando-a tomada por um nervosismo inesperado.
Não era como se ela não soubesse o que aconteceria. Mas por que, de repente, sentia-se tão ansiosa?
Afonso, percebendo a hesitação dela, perguntou em um tom suave: — Você quer tomar banho primeiro ou eu vou?
Naiara tentou aparentar naturalidade.
— Pode ir você.
— Tudo bem — concordou Afonso.
Mas logo em seguida, ela mudou de ideia: — Pensando bem, acho melhor eu ir primeiro.
— Tá certo.
Mas Naiara continuou parada no mesmo lugar.
Afonso inclinou o corpo ligeiramente, sussurrando no ouvido dela:
— Já que está tão indecisa, que tal irmos juntos?
Ela lhe deu um soquinho de leve no ombro.
— Vai logo!
Ele a soltou.
Naiara caminhou às pressas para o banheiro.
Afonso acompanhou a fuga apressada dela com os olhos, não conseguindo conter o sorriso satisfeito que despontou nos cantos de seus lábios.
Que bobinha. Estava mesmo tão nervosa assim? A ponto de sequer ter levado o pijama para dentro?
Ele pensou em brincar com a situação um pouco mais, mas no fim não teve coragem.
Foi até a porta do banheiro, prestes a bater para avisá-la, quando a maçaneta virou de repente.
Os olhares dos dois colidiram com intensidade.
Naiara engoliu em seco. — Eu esqueci meu pijama.
Afonso entregou-lhe as roupas de dormir que já havia separado para ela.
A porta do banheiro se fechou quase instantaneamente.
Através da porta, a voz de Afonso, rouca e imensamente gentil, penetrou o ambiente:
— Se você não quiser, não tem problema. Podemos deixar para lá esta noite.
Diante do espelho, Naiara mordeu os lábios, reprimindo um sorriso radiante.
Vinte minutos depois, ela saiu do banheiro.
Afonso estava encostado na cabeceira da cama, digitando no celular.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...