— Era a Beatriz. Mandou mensagem pedindo para eu levá-la para passear pela cidade amanhã.
Naiara levantou a coberta e subiu na cama, recostando-se no corpo dele.
— Por que não? Ela acabou de chegar a Rio Belo, seria legal levá-la para conhecer alguns pontos turísticos.
Afonso foi enfático: — Eu já recusei.
— Hum? Por quê?
Afonso colocou o celular na mesa de cabeceira e a puxou para si com um dos braços.
— Por que eu usaria o meu tempo livre para isso em vez de ficar com minha esposa?
Naiara riu suavemente. — Sabe que eu não sou do tipo grudenta, né? Não precisa ficar comigo o tempo todo.
Afonso retrucou, aproximando os rostos: — Mas eu quero ficar grudado em você.
O coração de Naiara deu um salto, batendo descompassado no peito por alguns segundos.
— Se você recusar, ela com certeza vai ficar furiosa com você.
— Ela não teria coragem.
— Ela tem tanto medo de você assim?
— Para ela, sou como um irmão mais velho e uma figura paterna. Desde que a minha tia faleceu, o meu tio parou de cuidar dela. Sempre que tinha férias ou feriados, ela vinha ficar comigo. Naquela época, muita gente até achava que ela era a minha irmã de sangue.
Naiara finalmente compreendeu a dinâmica. — Não é à toa que ela te obedeceu sem questionar lá na sala VIP.
Ele mandou que ela pedisse desculpas, e ela se curvou, sem nem um segundo de hesitação.
— Ela vive com medo de que eu pare de cuidar dela. Por trás dessa fachada rebelde e travessa, ela é extremamente frágil. A morte da mãe a devastou. Houve um período em que ela quase desenvolveu depressão. Mas, por sorte, ela escuta o que eu falo. Pode ser geniosa, mas, no fim, sempre obedece às minhas ordens.
Naiara aninhou-se contra o peito dele, ouvindo o ritmo firme de seu coração.
— Você é um bom irmão.
— Enfim, chega de falar dela. — O olhar de Afonso escureceu de forma lenta, a luxúria despontando gradativamente em seus olhos. — Vamos falar de nós.
Naiara ofegou levemente. — Nós?
— Sim.
— Nós o quê?
— Eu quero ouvir você me chamando...
Naiara ficou ruborizada, em um misto de censura e timidez. — Do quê? Que sem-vergonha!
O sorriso de Afonso tomou conta do rosto, provocativo.
— Eu ia dizer que quero ouvir você me chamando de marido.
Naiara o fuzilou com os olhos.
E com um movimento rápido, deu um tapinha na barriga dele.
— Pare de criar suspense para falar as coisas!
Afonso soltou um grunhido de dor, franzindo a testa.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...