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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1029

Assim que Naiara terminou de falar, sentiu que o silêncio ao redor estava denso demais.

Ao levantar os olhos, viu que tanto Henrique quanto Eduardo a encaravam fixamente.

Naiara sentiu um leve constrangimento.

— Falei demais, não é?

Henrique sorriu, um sorriso carregado de uma melancolia afetuosa.

— Fazia tantos anos que alguém não me dizia palavras tão cuidadosas.

Eduardo, com a voz embargada, completou:

— Jovem senhora, é uma bondade imensa da sua parte se preocupar com a saúde deste velho. Eu sou apenas um empregado, não mereço tanto.

Naiara abriu um sorriso gentil.

— Tio Eduardo, o senhor cuidou do meu pai por décadas, já é da família. Além disso, eu sei que o fato de o Afonso e eu estarmos juntos hoje tem muito a ver com as boas palavras que o senhor sempre disse sobre nós. Sou eu quem deve agradecer.

Os olhos de Eduardo se encheram de lágrimas.

Henrique pigarreou para disfarçar a própria emoção.

— Muito bem, muito bem. Sente-se logo, vamos provar a comida da Naiara.

Por costume, um dos empregados trouxe uma garrafa de vinho.

Henrique mal havia estendido a mão quando Naiara a puxou para longe.

— Pai, o senhor também precisa parar de beber.

Henrique olhou para a garrafa com olhos de cachorro que caiu do caminhão de mudança.

— Eu também tenho que parar?

— Sim, o senhor também. Se não parar, eu pego o Bento e vou embora.

Ao ouvir isso, Henrique cedeu na mesma hora.

— Eu paro! Eu paro! Contanto que deixe o Bento aqui comigo, eu paro com o que você mandar.

Ele se virou para o mordomo.

— Eduardo, amanhã jogue fora todas as garrafas. Não bebo mais.

— Sim, patrão! — respondeu Eduardo, animado.

Era tão bom. Aquela sim era a verdadeira sensação de ter uma família. Havia cuidado, risadas, carinho.

Nunca mais os dias frios e as discussões do passado.

...

O jantar transcorreu em meio a gargalhadas e um clima leve.

O apetite de Henrique estava surpreendentemente bom.

Eduardo também comeu bastante.

— Jovem senhora, não imaginava que a sua mão para a cozinha fosse tão boa. Achei que a senhora não fosse de sujar as mãos na cozinha — comentou o mordomo.

Naiara sorriu.

— Eu aprendi sozinha depois que me formei.

Henrique abriu um sorriso paternal.

— Você já me chama de pai. Como eu poderia não ajudar?

Era evidente o quanto aquela jovem ansiava por respostas sobre as próprias origens.

Naiara estava tão emocionada que mal sabia o que dizer.

— Obrigada, pai.

Se o seu sogro, com todo o peso do nome Xavier, estava disposto a ajudar, talvez houvesse mesmo esperança.

...

A campainha tocou de repente.

Um empregado correu para atender a porta. Ao ver quem era, travou por um segundo.

— Jovem mestre? O que faz aqui?

Ao sentir o aroma familiar de comida, o coração de Afonso finalmente relaxou.

*Ela estava mesmo aqui.*

Henrique não esperava que o filho fosse invadir a fortaleza tão rápido, e perguntou de mau humor:

— O que você veio fazer aqui?!

Afonso ignorou a hostilidade. Puxou a cadeira ao lado de Naiara, sentou-se e deu uma olhada nos restos do jantar sobre a mesa.

— Vim buscar a minha mulher para casa.

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