Assim que Naiara terminou de falar, sentiu que o silêncio ao redor estava denso demais.
Ao levantar os olhos, viu que tanto Henrique quanto Eduardo a encaravam fixamente.
Naiara sentiu um leve constrangimento.
— Falei demais, não é?
Henrique sorriu, um sorriso carregado de uma melancolia afetuosa.
— Fazia tantos anos que alguém não me dizia palavras tão cuidadosas.
Eduardo, com a voz embargada, completou:
— Jovem senhora, é uma bondade imensa da sua parte se preocupar com a saúde deste velho. Eu sou apenas um empregado, não mereço tanto.
Naiara abriu um sorriso gentil.
— Tio Eduardo, o senhor cuidou do meu pai por décadas, já é da família. Além disso, eu sei que o fato de o Afonso e eu estarmos juntos hoje tem muito a ver com as boas palavras que o senhor sempre disse sobre nós. Sou eu quem deve agradecer.
Os olhos de Eduardo se encheram de lágrimas.
Henrique pigarreou para disfarçar a própria emoção.
— Muito bem, muito bem. Sente-se logo, vamos provar a comida da Naiara.
Por costume, um dos empregados trouxe uma garrafa de vinho.
Henrique mal havia estendido a mão quando Naiara a puxou para longe.
— Pai, o senhor também precisa parar de beber.
Henrique olhou para a garrafa com olhos de cachorro que caiu do caminhão de mudança.
— Eu também tenho que parar?
— Sim, o senhor também. Se não parar, eu pego o Bento e vou embora.
Ao ouvir isso, Henrique cedeu na mesma hora.
— Eu paro! Eu paro! Contanto que deixe o Bento aqui comigo, eu paro com o que você mandar.
Ele se virou para o mordomo.
— Eduardo, amanhã jogue fora todas as garrafas. Não bebo mais.
— Sim, patrão! — respondeu Eduardo, animado.
Era tão bom. Aquela sim era a verdadeira sensação de ter uma família. Havia cuidado, risadas, carinho.
Nunca mais os dias frios e as discussões do passado.
...
O jantar transcorreu em meio a gargalhadas e um clima leve.
O apetite de Henrique estava surpreendentemente bom.
Eduardo também comeu bastante.
— Jovem senhora, não imaginava que a sua mão para a cozinha fosse tão boa. Achei que a senhora não fosse de sujar as mãos na cozinha — comentou o mordomo.
Naiara sorriu.
— Eu aprendi sozinha depois que me formei.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...