Que piada. Ele revirou o mundo atrás da esposa.
E, no fim das contas, ela estava escondida na casa do pai dele. Para piorar, o próprio pai a acobertou com mentiras.
Afonso não sabia se ria ou se chorava. Desde quando a relação daqueles dois tinha ficado tão boa?
Mas, ao ver a esposa sã e salva ali ao seu lado, o coração dele finalmente encontrou paz.
— Com licença, ainda tem comida? — perguntou Afonso.
— Tem, tem sim! Vou servir agora mesmo — respondeu a empregada, apressada.
Logo, um prato farto foi colocado diante dele.
Afonso pegou os talheres e levou a primeira garfada à boca.
O sabor era inconfundível. Ele sabia exatamente quem havia preparado aquilo.
— Pai... a sua nora vem visitá-lo e o senhor a coloca para cozinhar?
Henrique esfregou o nariz, disfarçando a culpa.
— O Eduardo é testemunha! Eu não obriguei a Naiara a fazer nada. Foi ela mesma quem insistiu. Disse que queria que eu provasse o tempero dela.
Ele deu uma cotovelada sutil no mordomo.
— É verdade, jovem mestre! Não foi o patrão quem pediu, juro — apressou-se Eduardo, sorrindo.
Os talheres de Afonso não paravam por um segundo sequer.
— Há quantos dias você não come para estar morrendo de fome assim? — alfinetou Henrique.
— Não comi nem no almoço nem no jantar. Queria que eu não estivesse com fome?
— E parece que fecharam a sua boca com fita adesiva durante o dia todo — resmungou Henrique, de mau humor.
Afonso lançou-lhe um olhar gelado e inexpressivo.
— Se certas pessoas não tivessem mentido para mim, eu teria encontrado a minha mulher mais cedo. E só depois de encontrá-la é que eu conseguiria comer em paz.
Henrique virou-se para Naiara, fazendo-se de vítima.
— Naiara, veja só o comportamento do meu filho. Olha a atitude dele comigo.
— Pai, a minha madrinha me disse que ultimamente o senhor tem jogado xadrez com o meu padrinho. O que acha de jogarmos algumas partidas? — propôs Naiara, mudando de assunto.
Henrique aceitou de imediato.
— Fechado! Vamos para o escritório.
Os dois se levantaram e saíram.
Afonso continuou comendo, com a postura elegante de sempre.
Eduardo achou a cena curiosa.
— Jovem mestre, você não veio até aqui procurar a jovem senhora? Agora que a encontrou, por que não diz nada a ela?
A tensão nos ombros de Afonso finalmente pareceu desaparecer por completo.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...