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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1031

Assim que Afonso abriu a porta e entrou no escritório, deparou-se com o próprio pai exibindo uma expressão amuadamente infantil.

Foi a primeira vez na vida que ele viu seu pai agir com tamanha imaturidade. Mas, surpreendentemente, não deixava de ser uma cena adorável.

Então era essa a sensação. Aquele era o famoso espírito de quem não envelhece por dentro.

Era essa a sensação de ter uma família.

Naiara foi atrás do sogro, tentando bajulá-lo com um sorriso divertido.

— Pai, eu falei bobagem! Na verdade, o senhor joga muito bem. Se treinar um pouco mais, tenho certeza de que logo conseguirá me vencer.

Ela fez uma pausa teatral antes de continuar:

— Sabe de uma coisa? Sempre que eu tiver um tempo livre, venho jogar com o senhor. Posso até ensinar os truques e as táticas que o meu padrinho usa. Garanto que, na próxima vez que jogarem, o senhor vai ganhar dele.

O humor de Henrique mudou da água para o vinho.

— É sério? Acha mesmo que eu consigo ganhar dele?

— Sim, é sério. Eu prometo.

— Então cumpra a sua palavra! Venha sempre que puder.

Naiara sorriu.

— Com o meu filho servindo de refém nesta casa, como eu ousaria não cumprir?

Henrique lançou um olhar de soslaio para Afonso.

— Ainda bem que arranjei uma nora excelente. Se não fosse por ela, o resto da minha vida seria um tédio mortal.

...

Naiara começou a guardar as peças de xadrez vagarosamente.

Afonso encostou-se ao lado dela.

— Esposa.

Naiara o ignorou por completo.

Afonso a abraçou por trás.

— Eu errei.

Ela continuou sem responder.

Ele apoiou o queixo no ombro dela.

— O que eu preciso fazer para você me perdoar, hum?

Naiara respondeu com uma voz fria e inexpressiva:

— Primeiro me solte. Preciso terminar de guardar o tabuleiro.

Afonso afrouxou o abraço e recuou.

Ela continuou a arrumar as peças, propositalmente devagar.

Afonso afastou a toalha para o lado, segurou a mão dela e, com um puxão firme, a fez cair sentada no colo dele.

Ele abraçou a cintura fina dela e afundou o rosto em seu peito.

— Já me perdoou, não é?

Naiara cutucou a testa dele com o dedo.

— Por que você não comeu?

— Porque eu não conseguia te achar. A comida não descia.

— Afonso! Desde quando você se deixa levar tanto pelas emoções?!

— Porque se trata de você. Eu não consigo me controlar.

O coração de Naiara se apertou entre a pena e a raiva.

— Você pode me prometer uma coisa?

— Hum.

— De hoje em diante, não importa o que aconteça, não importa se o problema é comigo ou com qualquer outra pessoa, é proibido pular refeições. Café da manhã, almoço e jantar nos horários certos. Consegue fazer isso?

Afonso levantou a cabeça e beijou a bochecha dela.

— Só se você aceitar as minhas condições também.

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