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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1032

Naiara deu um beliscão leve no nariz dele.

— Ah, agora você quer ditar condições para mim.

Afonso manteve o olhar fixo.

— Se não aceitar, volto a fazer greve de fome.

Naiara quase soltou uma risada de indignação.

— Eu sempre achei que as personalidades de vocês dois não tinham nada a ver. Mas agora vejo que são muito parecidos. Pai e filho adoram uma chantagem emocional barata.

Um leve sorriso curvou os lábios de Afonso.

— Sou diferente dele. Ele trapaceia de verdade. Eu só faço isso pelo bem da minha esposa.

Ela passou o dedo pela ponta do nariz dele.

— Está bem, pode falar.

Os olhos dele a observavam, transbordando uma ternura profunda e uma possessividade contida.

— De agora em diante, se ficar com raiva de mim de novo, pode brigar, pode me bater, pode fazer o que quiser. Mas a única coisa que não pode fazer é sumir sem dizer nada. Não pode desaparecer de onde eu alcance.

A voz dele baixou o tom, revelando uma vulnerabilidade rara.

— Naiara, você não tem ideia do quanto eu fiquei apavorado quando não te encontrei em lugar nenhum. Eu fiquei com medo de verdade.

Ele a apertou um pouco mais contra si.

— Eu acho que... não consigo mais viver sem você, pelo resto da minha vida.

As palavras atingiram Naiara em cheio, fazendo seu coração bater mais rápido e doer um pouquinho.

Ela só queria dar um castigo pequeno nele.

Não imaginava que o impacto emocional seria tão devastador.

Naiara sentiu um aperto genuíno de culpa. Ela segurou o rosto dele com as duas mãos e tomou a iniciativa de beijá-lo.

A mão dele, que descansava na cintura dela, apertou-se subitamente.

Quando o beijo se tornou ardente e quase impossível de interromper, Naiara, usando seu último resquício de razão, empurrou-o levemente.

— Seu estômago ainda dói?

Afonso não perdeu tempo. Em um movimento fluido, levantou-se com ela nos braços.

— O remédio que você me deu fez efeito. Estou muito melhor. Vamos para o quarto.

Naiara ficou morta de vergonha de sair do escritório sendo carregada daquele jeito.

— Me põe no chão, eu sei andar.

Mas ele se recusou a soltá-la. Usando o cotovelo, empurrou a maçaneta e abriu a porta.

E então...

Naiara escondeu o rosto vermelho contra o peito de Afonso.

As duas figuras que estavam coladas à porta, ouvindo a conversa atrás da parede, imediatamente se endireitaram e começaram a caminhar em direção ao quarto do bebê, fingindo que nada havia acontecido.

— Nossa, Eduardo, a previsão do tempo disse que ia chover amanhã, não foi?

— Parece que sim, patrão. O senhor ia sair amanhã?

Quando abriu os olhos, ainda estava aninhada nele.

Era tão bom acordar e dar de cara com o homem que amava logo na primeira visão do dia.

Ouvir a respiração calma dele, observar o rosto adormecido... Abraçá-lo era como abraçar o mundo inteiro.

Naiara tocou a bochecha dele de leve com o dedo indicador.

Afonso, ainda de olhos fechados, puxou-a mais para perto e abriu um sorriso preguiçoso de satisfação.

— Acordou?

— Hum.

— Está com fome?

— Um pouco.

— Quer levantar?

— Sim.

Ele não fez corpo mole e sentou-se na cama imediatamente.

Sem o lençol para cobri-lo, o corpo musculoso e as linhas perfeitas dele foram totalmente expostos à luz da manhã.

Naiara admirou a vista como quem aprecia a paisagem mais bela do mundo, sem pensamentos impuros, mas imensamente satisfeita.

Sabendo que ela não tinha o hábito de tomar banho logo de manhã, Afonso foi para o banheiro sozinho.

Ao sair, já de banho tomado, ele a pescou de dentro das cobertas e começou a vesti-la, peça por peça, com um cuidado reverente.

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