Naiara deu um beliscão leve no nariz dele.
— Ah, agora você quer ditar condições para mim.
Afonso manteve o olhar fixo.
— Se não aceitar, volto a fazer greve de fome.
Naiara quase soltou uma risada de indignação.
— Eu sempre achei que as personalidades de vocês dois não tinham nada a ver. Mas agora vejo que são muito parecidos. Pai e filho adoram uma chantagem emocional barata.
Um leve sorriso curvou os lábios de Afonso.
— Sou diferente dele. Ele trapaceia de verdade. Eu só faço isso pelo bem da minha esposa.
Ela passou o dedo pela ponta do nariz dele.
— Está bem, pode falar.
Os olhos dele a observavam, transbordando uma ternura profunda e uma possessividade contida.
— De agora em diante, se ficar com raiva de mim de novo, pode brigar, pode me bater, pode fazer o que quiser. Mas a única coisa que não pode fazer é sumir sem dizer nada. Não pode desaparecer de onde eu alcance.
A voz dele baixou o tom, revelando uma vulnerabilidade rara.
— Naiara, você não tem ideia do quanto eu fiquei apavorado quando não te encontrei em lugar nenhum. Eu fiquei com medo de verdade.
Ele a apertou um pouco mais contra si.
— Eu acho que... não consigo mais viver sem você, pelo resto da minha vida.
As palavras atingiram Naiara em cheio, fazendo seu coração bater mais rápido e doer um pouquinho.
Ela só queria dar um castigo pequeno nele.
Não imaginava que o impacto emocional seria tão devastador.
Naiara sentiu um aperto genuíno de culpa. Ela segurou o rosto dele com as duas mãos e tomou a iniciativa de beijá-lo.
A mão dele, que descansava na cintura dela, apertou-se subitamente.
Quando o beijo se tornou ardente e quase impossível de interromper, Naiara, usando seu último resquício de razão, empurrou-o levemente.
— Seu estômago ainda dói?
Afonso não perdeu tempo. Em um movimento fluido, levantou-se com ela nos braços.
— O remédio que você me deu fez efeito. Estou muito melhor. Vamos para o quarto.
Naiara ficou morta de vergonha de sair do escritório sendo carregada daquele jeito.
— Me põe no chão, eu sei andar.
Mas ele se recusou a soltá-la. Usando o cotovelo, empurrou a maçaneta e abriu a porta.
E então...
Naiara escondeu o rosto vermelho contra o peito de Afonso.
As duas figuras que estavam coladas à porta, ouvindo a conversa atrás da parede, imediatamente se endireitaram e começaram a caminhar em direção ao quarto do bebê, fingindo que nada havia acontecido.
— Nossa, Eduardo, a previsão do tempo disse que ia chover amanhã, não foi?
— Parece que sim, patrão. O senhor ia sair amanhã?
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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...