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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1045

O corpo de Breno tencionou de imediato.

— Ela não voltou?

Naquele instante, o clima pesou no quarto. Todos perceberam que havia algo muito errado.

Fábio rapidamente pegou o celular para ligar.

O toque do telefone começou a soar dentro do próprio quarto.

Quitéria correu até o sofá e levantou uma das almofadas.

O celular de Naiara estava lá, escondido.

— Cícero, vamos descer e procurar — disse Fábio.

Com uma expressão fechada, Cícero assentiu.

— Vamos.

Gualter tentou se erguer da cama, lutando contra a dor.

— O que você está fazendo?! Quer morrer?! — gritou Fábio. — Fica deitado! Qualquer novidade, nós te avisamos!

— Você mal escapou da morte, é melhor não fazer esforço — completou Cícero. — Não deve ser nada grave, nós cuidamos disso.

Em seguida, os três saíram às pressas.

Quitéria esfregava as mãos, tomada pelo nervosismo.

— Ai, meu Deus... Será que aconteceu alguma coisa com a Sra. Naiara?

Céus!

O que estava acontecendo naqueles últimos dias?

Era uma tragédia atrás da outra.

...

O carro cortava a rodovia expressa como um míssil.

Naiara se agarrava à alça de segurança no teto, incapaz de segurar o grito:

— Carlos Lucca! Você enlouqueceu?! Vai acabar matando a gente!

Carlos fez ouvidos moucos. O pé não aliviava no acelerador.

Naiara puxou o ar profundamente, tentando controlar o pânico.

— O que você está fazendo é sequestro, sabia?! Acorda, Carlos! Não piore ainda mais as coisas!

Em silêncio mortal, Carlos deu um solavanco no volante, ziguezagueando entre os carros e fazendo ultrapassagens suicidas.

Naiara fechou os olhos, aceitando seu destino.

Naquele momento, o silêncio era sua melhor arma. Provocá-lo mais poderia resultar num acidente fatal para ambos.

Finalmente, o carro parou de forma brusca.

Naiara deu um sorriso irônico.

— E eu tenho como correr mais rápido que você?

Ele hesitou por um segundo antes de afrouxar o aperto.

Esfregando o pulso dolorido, ela soltou um longo suspiro.

— Já chega, Carlos. Se continuar com essa loucura, vai cruzar uma linha sem volta.

O rosto dele, no entanto, foi suavizando de uma maneira doentia.

— Naiara... Faz tanto tempo que a gente não tem uma boa conversa. Que tal ficarmos aqui, só conversando?

Ela manteve a postura impecável e fria.

— Tudo bem. Contanto que não faça nenhuma loucura, eu converso com você.

Carlos a encarou fixamente.

— O que você chama de loucura?

— O que é errado, é loucura.

— E o que é o errado? E o que é o certo?

Naiara desviou o olhar para a vastidão do oceano.

— A que exatamente você está se agarrando com tanto desespero, Carlos?

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