— Os principais engenheiros e técnicos da empresa já foram quase todos embora. Agora os bancos exigem o pagamento antecipado dos empréstimos. Nesse ritmo, a Tecnologia Vitalis vai declarar falência.
Naiara deu uma olhada rápida na tela, mas não disse nada.
— Heh. Eu realmente subestimei o Afonso. Não imaginava que, mesmo longe de Porto das Estrelas, ele continuava sendo o poderoso Terceiro Herdeiro.
— Naiara.
O olhar de Carlos mudou repentinamente, ganhando um brilho sádico e distorcido.
— Se o Afonso me reduziu a isso, me diga... o que eu deveria fazer para me sentir um pouco mais vingado? Para aliviar a minha raiva?
Um alarme disparou na mente de Naiara.
— Carlos, foque em como salvar a sua empresa. Pare de pensar em absurdos.
Ele riu, com escárnio e indiferença.
— É só uma empresa. Se falir, faliu. A família Lucca tem negócios suficientes para eu não morrer de fome. Mas essa humilhação... Ah, essa eu preciso devolver.
O olhar que ele lançou a ela transbordava um desejo primitivo.
Instintivamente, Naiara recuou alguns passos.
— Carlos, não faça nenhuma loucura.
Ele avançou, passo a passo.
— O que o senhorito Xavier mais preza nesse mundo é você. O que você acha que aconteceria com ele... se hoje você voltasse a ser minha mulher? Ele não enlouqueceria?
Naiara deu meia-volta e disparou a correr.
Mas era inútil tentar fugir de Carlos na areia.
Ele a alcançou rapidamente e a arrastou de volta para perto do carro.
Com um braço apertando a cintura dela com força brutal, ele abriu a porta de trás do veículo com a outra mão.
Naiara foi arremessada no banco traseiro.
O espaço amplo era exatamente o que Carlos precisava.
Como um maníaco, ele jogou o peso do corpo sobre ela.
Naiara debateu-se, socando-o com todas as suas forças, mas de nada adiantou. Carlos estava cego, agindo como um animal enjaulado.
— Carlos Lucca! Acorda! Se você fizer isso, o Afonso nunca vai te perdoar! Não vai ser só a Tecnologia Vitalis... Ele vai te arrastar para o inferno!
Carlos imobilizou os pulsos de Naiara acima da cabeça dela.
Aproveitando a quebra de ritmo, Naiara quase implorou:
— Carlos, por favor, pelo tempo que fomos casados, me escute. Você já errou demais, mas isso não significa que sua vida acabou. Se você parar agora, ainda pode encontrar sua felicidade.
— Felicidade... — Ele soltou uma risada miserável. — Eu já nem sei mais o que é felicidade. Ou melhor, desde que você foi embora, parece que minha vida foi amaldiçoada a nunca mais tê-la.
Ela abriu a boca para argumentar.
Mas ele soltou um dos braços para colocar o dedo indicador sobre os lábios dela.
— Shhh. Não fale nada. Só vamos fazer isso uma vez. Seja boazinha.
Quando os lábios dele tocaram o seu rosto, o estômago de Naiara revirou, embrulhado de nojo.
Mas, de repente, o semblante de Carlos mudou drasticamente. O corpo inteiro dele endureceu, paralisado como uma estátua.
Um cheiro forte e metálico invadiu as narinas de Naiara.
Carlos rolou para fora de cima dela, caindo na areia do lado de fora do carro.
Sem perder um segundo, ela se arrastou e saltou para fora também.
Quando seus olhos focaram nas costas de Carlos, ela viu o cabo de uma faca afundado na lateral do corpo dele. O choque a deixou completamente atordoada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...