— Afonso, vem me buscar, por favor?
...
Isadora empurrou a porta do quarto.
Carlos estava deitado de lado. Ao vê-la, seus olhos se encheram de repulsa.
Isadora, sem se importar com o olhar fulminante, puxou uma cadeira e sentou-se ao lado da cama.
— Não pretende chamar a polícia para me prender?
— Para você me denunciar e contar aos policiais que eu tentei estuprar a Naiara?
Isadora soltou uma risadinha forçada.
— Não seria perfeito? Nós dois iríamos para a cadeia juntos. Um belo final romântico.
Carlos sibilou de dor quando a ferida repuxou.
— Você tem algum problema na cabeça?
— Tenho sim. Dupla personalidade. Você tem a cura?
Carlos ficou sem palavras por longos segundos.
— Eu não esperava que você fosse ajudá-la. Pensei que a odiasse mortalmente.
— E quando foi que eu disse que a odiava mortalmente?
— Pelas atrocidades que você já disse para ela. Se isso não é ódio mortal, é o quê?
Isadora esfregou as pontas dos dedos, com um ar indiferente.
— Quando eu perco a cabeça, eu falo sem medir consequências. Além do mais, mesmo que eu a odeie, nunca quis causar um dano real. Afinal, ela é a mulher que o Afonso ama de verdade. Machucá-la seria machucar o Afonso.
Os lábios de Carlos se curvaram em um sorriso zombeteiro.
— Você é realmente devota ao maldito Xavier.
Um traço de melancolia cruzou os olhos de Isadora.
— Isso é passado. Nunca mais vai acontecer.
A verdade que ela guardava para si era que o principal motivo de ter intervindo foi porque, no fundo, Naiara já fora sua amiga mais próxima.
A amizade havia se rompido por culpa dela mesma.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...