No momento em que Afonso desceu do carro, Naiara se lançou em sua direção.
Ele abriu os braços, recebendo-a e envolvendo-a com firmeza.
Só quando seus olhos puderam focar nela e seus braços puderam contornar o corpo de Naiara, Afonso teve a certeza de que era real.
Naiara afundou o rosto no peito dele, agarrando-se à sua cintura como se a vida dependesse disso.
— Desculpe, fiz você se preocupar de novo.
Afonso acariciou suas costas, acalmando-a.
— Na próxima vez que sair, por favor, leve o celular.
— Tá bem.
Eles ficaram abraçados por um longo tempo, ignorando o resto do mundo.
— Vamos, entre no carro — disse Afonso com a voz embargada.
Ele segurou a mão dela e deu a volta, abrindo a porta do passageiro.
Naiara inclinou-se para entrar.
Foi então que os olhos implacáveis de Afonso captaram a marca arroxeada no pescoço dela.
Ele engoliu em seco, mas não emitiu nenhum som.
Quando Afonso assumiu o volante e ameaçou ligar o motor, Naiara repentinamente segurou sua mão.
— Eu... tenho algo para te contar.
À medida que Naiara despejava toda a verdade, o vinco na testa de Afonso aprofundava-se como uma cicatriz.
Vendo a tempestade sombria tomar conta dos olhos do marido, o coração de Naiara estremeceu.
— A Isadora me salvou... Então ele não conseguiu o que queria. É sério, Afonso. Além dessa marca, ele...
O restante das palavras foi abafado quando os lábios de Afonso colaram nos dela com fúria e desespero.
Naiara congelou por um segundo, mas logo fechou os olhos, retribuindo com a mesma intensidade.
Ele a beijou como se quisesse fundi-la à sua própria carne, o aperto aumentando gradativamente.
Até que Naiara soltou um gemido contido de dor.
Afonso acordou de seu transe e recuou imediatamente.
— Me perdoa.
Naiara tocou os próprios lábios levemente inchados e olhou para ele, ansiosa.
— Você... está chateado com isso, não está?
Afonso não tentou mascarar a verdade.
— Qualquer homem se importaria.
Os olhos de Naiara escureceram, e seu peito apertou.
— Eu...
— Mas tudo bem — cortou Afonso suavemente. — No primeiro instante, foi difícil engolir. Só que a culpa é minha, não sua. Eu falhei em te proteger. Não tenho o direito de ficar com raiva.
Gualter, feliz por ver que Naiara estava sã e salva, entrou na brincadeira.
— Por mim, tranquilo.
Cícero deu um tapinha no ombro de Fábio.
— Ela já voltou, nosso trabalho aqui terminou. Vamos embora.
— Certo — concordou Fábio.
Foi só quando chegaram ao estacionamento que as máscaras dos dois caíram.
O sorriso presunçoso de Fábio evaporou por completo.
— Você percebeu? Tinha algo errado.
— Quando tocamos no assunto da marca no pescoço... a expressão da Naiara mudou da água pro vinho.
Não havia constrangimento de recém-casados. Não havia timidez. O que brilhava nos olhos dela era puro e absoluto asco.
Se a marca tivesse sido feita por Afonso, ela nunca reagiria daquela forma.
Cícero jogou o braço sobre os ombros do amigo.
— Fábio, você não acha que o Fausto está quieto demais? Chega a ser bizarro.
Fábio concordou lentamente, os olhos pesados de suspeita.
Para um homem que colocava a irmã acima de tudo no mundo, manter aquela calma plácida logo após Afonso ter rompido o noivado com a família Âncora...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...