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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1050

No momento em que Afonso desceu do carro, Naiara se lançou em sua direção.

Ele abriu os braços, recebendo-a e envolvendo-a com firmeza.

Só quando seus olhos puderam focar nela e seus braços puderam contornar o corpo de Naiara, Afonso teve a certeza de que era real.

Naiara afundou o rosto no peito dele, agarrando-se à sua cintura como se a vida dependesse disso.

— Desculpe, fiz você se preocupar de novo.

Afonso acariciou suas costas, acalmando-a.

— Na próxima vez que sair, por favor, leve o celular.

— Tá bem.

Eles ficaram abraçados por um longo tempo, ignorando o resto do mundo.

— Vamos, entre no carro — disse Afonso com a voz embargada.

Ele segurou a mão dela e deu a volta, abrindo a porta do passageiro.

Naiara inclinou-se para entrar.

Foi então que os olhos implacáveis de Afonso captaram a marca arroxeada no pescoço dela.

Ele engoliu em seco, mas não emitiu nenhum som.

Quando Afonso assumiu o volante e ameaçou ligar o motor, Naiara repentinamente segurou sua mão.

— Eu... tenho algo para te contar.

À medida que Naiara despejava toda a verdade, o vinco na testa de Afonso aprofundava-se como uma cicatriz.

Vendo a tempestade sombria tomar conta dos olhos do marido, o coração de Naiara estremeceu.

— A Isadora me salvou... Então ele não conseguiu o que queria. É sério, Afonso. Além dessa marca, ele...

O restante das palavras foi abafado quando os lábios de Afonso colaram nos dela com fúria e desespero.

Naiara congelou por um segundo, mas logo fechou os olhos, retribuindo com a mesma intensidade.

Ele a beijou como se quisesse fundi-la à sua própria carne, o aperto aumentando gradativamente.

Até que Naiara soltou um gemido contido de dor.

Afonso acordou de seu transe e recuou imediatamente.

— Me perdoa.

Naiara tocou os próprios lábios levemente inchados e olhou para ele, ansiosa.

— Você... está chateado com isso, não está?

Afonso não tentou mascarar a verdade.

— Qualquer homem se importaria.

Os olhos de Naiara escureceram, e seu peito apertou.

— Eu...

— Mas tudo bem — cortou Afonso suavemente. — No primeiro instante, foi difícil engolir. Só que a culpa é minha, não sua. Eu falhei em te proteger. Não tenho o direito de ficar com raiva.

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