Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1096

Ricardo ficou paralisado por um instante, perdido na imensidão daqueles belos olhos, que brilhavam como um rio de estrelas.

No entanto, sua mente estava mais lúcida do que nunca.

Ele sabia perfeitamente o que não devia fazer e o que não devia dizer.

Às vezes, manter distância era a melhor forma de autopreservação.

— A sua relação com o diretor Souza não é das melhores, não é? — perguntou Naiara.

Ricardo piscou, surpreso.

— Como você sabe?

Um sorriso sutil desenhou-se no canto dos olhos de Naiara.

— As pessoas... às vezes precisam ter olhos e ouvidos em toda parte.

Ricardo deu um sorriso resignado.

— Suas fontes são realmente muito boas.

Aquela mulher era ainda mais formidável do que ele imaginava.

Ela havia ido ali pedir um favor, mas sua postura passava longe da de uma pedinte.

Quem visse a cena de fora, acharia que era ele quem estava implorando pela ajuda dela.

Mas Ricardo não se irritou. Ele sabia que não podia tratar Naiara como inimiga.

Não por ela ter algum podre dele nas mãos.

Mas porque tê-la como inimiga seria perigoso demais.

Deixando de lado as qualidades excepcionais da própria Naiara — que ultimamente era a queridinha dos holofotes na mídia —, a família Xavier que estava por trás dela já era uma força inegável em Rio Belo.

Naiara atingiu o ponto exato:

— O motivo de o diretor Souza ter subido tão rápido é a rede de contatos que a família Âncora construiu para ele. Os Âncora são a força política por trás dele.

Os dedos finos de Naiara tamborilavam suavemente sobre a mesa. Seus olhos escuros, como tinta, exalavam perspicácia.

— Já o diretor Ricardo, além de suas relações diplomáticas habituais, não possui uma retaguarda política em que possa realmente confiar.

— E é por isso que, em muitas situações, o senhor hesita e acaba recuando diante do diretor Souza.

Aquelas palavras acertaram Ricardo em cheio.

— Por isso, ninguém foi atrás de descobrir quem é o delator.

— Eu também não sei quem foi, mas... — Ricardo pareceu tomar uma decisão. — Não é difícil descobrir. Eu tenho os meus meios.

Naiara suspirou aliviada, embora imperceptivelmente.

— De quanto tempo o senhor precisa?

Em vez de responder, Ricardo tirou o celular do bolso e discou um número.

Assim que desligou, informou:

— Meia hora.

Com os dedos finos como porcelana, Naiara segurou a xícara de chá e tomou um pequeno gole para umedecer a garganta levemente seca.

Então, tirou um cartão da bolsa.

Ricardo olhou para o objeto, que claramente não era um cartão de crédito, e perguntou, curioso:

— O que é isso?

— O Cartão Black do Pavilhão Imperial. Com ele, o senhor não apenas pode reservar as melhores salas privadas do restaurante a qualquer momento, como também terá cinquenta por cento de desconto.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê