Ricardo mal pôde disfarçar o choque.
— Pavilhão Imperial?
O melhor restaurante de Rio Belo, onde as salas VIP eram quase impossíveis de reservar, e cujos chefs renomados vinham de uma linhagem de cozinheiros que serviram à realeza?
E ainda com cinquenta por cento de desconto?
Aquele cartão valia infinitamente mais do que dinheiro vivo.
Era, literalmente, um símbolo de status e poder.
Ele engoliu a surpresa.
— Qual é a sua relação com o Pavilhão Imperial?
Naiara sorriu docemente.
— Meu marido e um amigo dele abriram o restaurante nas horas vagas, só como um hobby.
Ricardo ficou sem palavras.
...
O segurança que aguardava rigidamente do lado de fora da sala privada deu dois passos para trás quando a porta se abriu.
Ricardo lançou um olhar sutil para o segurança, compreendendo perfeitamente o esquema.
Ele estendeu a mão por iniciativa própria.
— Só espero não ser jogado aos leões depois que a caçada terminar.
Naiara sorriu levemente, apertando a mão dele em resposta.
— A família Xavier sempre valoriza a lealdade e a gratidão.
O toque suave na mão dela fez o coração de Ricardo acelerar como um choque elétrico.
Por mais que se sentisse atraído, soltou a mão dela rapidamente.
— Entro em contato se houver novidades.
— Combinado — respondeu Naiara.
Assim que o homem se afastou, Breno aproximou-se.
— Senhora, ele não tentou nada, tentou?
Naiara riu suavemente.
— Ele não teria coragem.
— Para onde vamos agora? — perguntou Breno.
Naiara enviou um endereço para o celular dele.
— Para este lugar.
Uma hora depois.
O carro parou em uma área que parecia mais o interior do que a periferia da cidade.
Em um piscar de olhos, o homem soltou um grito agonizante de dor.
Breno e o segurança abriram a boca, chocados, ao verem um grampo de cabelo cravado na base da clavícula do homem.
Naiara puxou o grampo de volta.
Um pequeno buraco jorrava sangue fresco do ferimento.
De repente, ela olhou para Breno e sorriu.
— Quando o seu patrão me deu este grampo ornamental, disse que seria útil em momentos cruciais. Na época, não dei muita importância, só achei bonito. Mas nos últimos dois dias decidi usá-lo no cabelo, e já serviu para duas coisas.
— A primeira foi quando Fausto tentou estrangular meu pescoço. A segunda... é agora.
— Breno, me diga: se este grampo for cravado exatamente neste ponto, qual seria a consequência?
Breno olhava, perplexo, para a ponta afiada do grampo agora pressionada contra a artéria carótida do homem. E respondeu, impressionado:
— A consequência seria uma hemorragia incontrolável na artéria carótida. Ele sangraria até a morte em poucos minutos.
A ponta do grampo afundou apenas um milímetro na pele, mas já foi o suficiente para o homem uivar de dor.
A dor era apenas um detalhe; o verdadeiro peso era o terror absoluto.
Aquela mulher parecia tão linda e gentil, mas era capaz de agir com uma brutalidade assustadora.
E quando o esfaqueou no ombro há poucos segundos, ela nem sequer havia franzido a testa.
Era, de fato, aterrorizante.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...