Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1103

Se ela não tivesse desmaiado hoje, provavelmente continuaria enclausurada em seu quarto.

O pai deles, quando decidia ser cruel, não conhecia limites.

A princípio, Fausto queria negar o pedido, mas não conseguiu resistir àquele olhar tão suplicante.

Ele a ajudou a se sentar, calçou seus sapatos e ofereceu o braço para ampará-la enquanto caminhavam para fora.

Isabella o soltou suavemente.

— Irmão, não precisa me segurar. Eu consigo andar sozinha.

Fausto franziu as sobrancelhas, mas retirou a mão.

O dia estava realmente ensolarado, com uma brisa suave. Um clima agradável.

Porém, o coração de Isabella estava como um ambiente em época de chuvas torrenciais: úmido, mofado e sombrio.

Ela ergueu a mão direita para proteger os olhos do clarão e olhou para o céu aberto.

— Fausto.

— O que foi?

— De repente... me deu saudade do Afonso.

Fausto travou o passo.

— Por que você ainda pensa naquele desgraçado?

— Foi só um pensamento passageiro.

Não.

A verdade é que ela vinha pensando nele com cada vez mais frequência.

Não era apenas pensar.

Era uma saudade doentia.

Aquela saudade avassaladora de quem sente que cada dia longe parece uma eternidade.

— Fausto.

A voz de Fausto engrossou, carregada de tensão.

— Fala.

— O papai não vai deixar o Afonso em paz, vai?

Os lábios de Fausto se comprimiram em uma linha fina e severa.

— Eu não sei.

— Você sabe, sim.

Fausto ficou em silêncio por um momento.

— Desta vez, o pai realmente não compartilhou nada comigo.

Uma tristeza profunda tomou conta do rosto de Isabella.

— Eu não quero que ele machuque o Afonso. Por favor, tente convencer o papai a recuar.

O vinco entre as sobrancelhas de Fausto ficou ainda mais profundo.

— Você ainda se importa tanto assim com ele?

— Sim, eu me importo.

A voz de Fausto se elevou, perdendo o controle.

— Ele não dá a mínima para você! Nunca existiu um lugar para você no coração dele. Você não enxerga a realidade?!

Isabella fechou os olhos, uma tontura nauseante tomando conta de sua cabeça.

Ao ver Fausto, Breno imediatamente se posicionou na frente de Naiara, como um escudo.

O guarda-costas da família Xavier, treinado e letal, rapidamente entendeu a situação e lançou um olhar cortante em direção a Fausto.

Assistir àquela cena despertou uma mistura caótica de emoções no peito de Fausto.

Ele nunca havia agredido uma mulher antes.

A única exceção tinha sido Naiara.

Naquele dia, consumido pela preocupação com a mãe e envenenado pela dor de ver a irmã destruída pela intrusão de Naiara, suas emoções entraram em curto-circuito, e ele perdeu o controle.

Naiara deliberadamente ajustou sua rota, pronta para passar longe deles.

Mas Isabella correu em sua direção.

— Naiara! Podemos conversar?

Era exatamente o que Naiara menos queria ouvir.

Conversar?

O que havia para ser dito?

— Sinto muito, mas estou com pressa. — respondeu Naiara, a voz fria e distante.

— Naiara, por favor. — Isabella bloqueou o seu caminho.

O guarda-costas agiu por instinto, pronto para empurrá-la.

Fausto foi mais rápido, puxando Isabella para trás e abrigando-a em seus braços, enquanto lançava um olhar de aviso fulminante para os seguranças.

Um aviso que foi completamente ignorado pelo guarda-costas de Afonso.

— Naiara. — Isabella se soltou do abraço do irmão. — Eu sinto muito.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê