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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1104

O pedido de desculpas pegou Naiara de surpresa.

Ela realmente não conseguia decifrar o que se passava na cabeça de Isabella.

Logicamente, Isabella deveria odiá-la com todas as forças.

Afinal, ninguém pede desculpas à mulher que lhe roubou o homem que ama.

Os olhos de Isabella transmitiam sinceridade.

Uma sinceridade tão polida que era difícil detectar qualquer falsidade.

— Eu peço desculpas genuínas pelo que o meu irmão fez com você. Por todo o sofrimento que ele causou.

Instintivamente, Naiara desviou o olhar para Fausto.

Mas ela não olhou para o rosto dele.

Seus olhos cravaram-se no dorso de sua mão direita.

A ferida que ela havia causado ao cravar o grampo de cabelo já havia cicatrizado.

No entanto, a cicatriz permanecia ali, inegável.

Percebendo o olhar dela, Fausto rapidamente escondeu a mão atrás das costas.

— Meu irmão só fez aquilo porque estava morrendo de pena de mim. Ele achou que eu estava sendo injustiçada. — justificou Isabella, assumindo uma expressão de profunda tristeza. — Naiara... você seria capaz de perdoar o meu irmão?

A expressão de Naiara permaneceu imperturbável e fria.

— Acredito que o Sr. Âncora não dá a mínima para o meu perdão.

Isabella puxou a manga do paletó do irmão.

— Fausto, peça desculpas a ela. Você não devia ter levantado a mão contra ela naquele dia.

Os olhos de Fausto escureceram, uma tempestade silenciosa agitando-se em suas pupilas.

Ele nunca havia sido capaz de negar um pedido de Isabella.

Mas...

Fausto abriu a boca, porém, as palavras de arrependimento pareciam pesadas demais para serem proferidas.

Naiara lançou-lhe um olhar desdenhoso.

— O melhor pedido de desculpas não é um 'sinto muito', mas sim que, de hoje em diante, cada um siga o seu caminho sem cruzar o do outro.

Após dizer isso, Naiara se virou e foi embora.

O olhar de Isabella acompanhou cada movimento dela até que desaparecesse.

— Irmão, você não achou que ela está diferente?

Ela estava mais confiante.

Radiante, até.

Emanava uma firmeza e uma autoridade inquestionáveis.

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Enquanto isso, no quarto do hospital.

Natália estava alimentando Belmira com sopa de galinha.

— Mas eu realmente queria fazer companhia para a senhora.

Belmira sorriu abertamente.

— Finalmente eu e seu padrinho vamos ter um momento de paz só para nós dois, e você quer ficar aqui para segurar vela?

Felícia entrou na brincadeira para apoiar Belmira.

— Sra. Naiara, vá cuidar das suas obrigações. Todos nós estaremos aqui para dar suporte, não precisa se preocupar.

Até Natália se meteu:

— Eu também vou vir sempre para conversar com a avó Belmira. Sra. Naiara, você e o tio Afonso são pessoas muito ocupadas. A vovó não quer atrapalhar o trabalho de vocês. Se você insistir em ficar, ela é quem vai se sentir culpada. Quando sentir saudade, é só vir visitar depois do trabalho.

— Viu só? Até a Natália tem mais juízo que você. — brincou Belmira.

Naiara balançou a mão de Natália, rindo.

— Nossa Natália está ficando cada dia mais sensata.

Diante de tantos argumentos, Naiara achou melhor não insistir.

Deixaria que o padrinho desfrutasse do tempo livre para cuidar da esposa.

Foi então que Belmira tocou no assunto que não saía de sua cabeça.

— Naiara, você tem certeza de que não foram você e o Afonso que ajudaram o seu padrinho?

— O padrinho deixou bem claro para o Afonso que não queria a nossa interferência. — disse Naiara, pois Leonardo sempre acreditou que a verdade prevaleceria por si só.

— Isso é muito estranho. Por que o conselho de ética abandonaria o caso e ainda daria um mês de licença remunerada para ele assim, sem mais nem menos?

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