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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1105

Era uma charada que, provavelmente, ficaria sem resposta.

— Vovô Henrique!

O grito animado de Natália fez com que todos no quarto se virassem para a porta.

Henrique, acompanhado por Eduardo, acabara de entrar.

Belmira fez menção de se sentar na cama.

Henrique apressou o passo para impedi-la.

— Não se mexa, não se mexa. Fique deitada e descanse.

— É um incômodo fazê-lo vir até aqui. Fico até com vergonha. — disse Belmira.

— Que bobagem é essa? Nós somos da mesma família. — rebateu Henrique. — Eu até ia trazer o Bento para você dar uma olhada nele, mas fiquei com medo de o bebê pegar um resfriado por ser muito pequeno. Mas assim que você receber alta, faço questão de levar meu neto até a sua casa para conhecer a avó.

O comentário despertou outra lembrança no coração de Belmira.

— Quando a crise atacou e eu achei que não fosse sobreviver, minha mente estava focada em apenas duas coisas enquanto eu ainda estava consciente.

Naiara ia dizer palavras de conforto, mas Henrique levantou a mão, pedindo silêncio para que ela pudesse terminar.

Belmira continuou:

— A primeira era a minha preocupação com o Leonardo. Nesta vida, eu não fui capaz de dar a ele um único filho ou filha. Se eu morresse, tinha pavor de deixá-lo completamente sozinho.

Henrique, num de seus raros momentos de empatia, confortou-a.

— Como não tiveram filhos? A Naiara e o Afonso são como se fossem seus. E agora, vocês também têm um neto.

Uma corrente de calor preencheu o peito de Belmira.

— Essa foi a maior bênção que eu e o Leonardo poderíamos ter recebido.

Ela fez uma breve pausa, antes de retomar:

— A segunda coisa... era a Naiara.

— Sempre vi a Naiara como minha própria filha de sangue. Eu realmente queria, antes de partir deste mundo, segurar a mão dela e entregá-la no altar para o Afonso.

— Eu queria tanto vê-la em um vestido de noiva, casando-se com ele.

As palavras fizeram o coração de Naiara pesar.

— Madrinha...

— Eduardo. — Henrique interrompeu Naiara novamente, com autoridade. — Hoje mesmo, encontre alguém para calcular as datas mais auspiciosas. Quero saber qual é o melhor dia para realizarmos o casamento.

Belmira e Naiara ficaram perplexas.

Afonso entrou e bagunçou de leve o cabelo da menina.

— Você cresceu nos últimos dias?

— Sim! — respondeu Natália, orgulhosa. — A vovó Felícia faz um monte de comida gostosa para mim todos os dias. Eu não só cresci, como até ganhei peso.

Henrique não pôde deixar de provocar:

— Se eu soubesse que a comida da Felícia era tão boa assim, teria feito vocês se mudarem para a Mansão Xavier muito antes.

— Pai, está me dizendo que a única razão de ter nos chamado para morar lá foi para comer a comida da Felícia? — brincou Naiara.

Felícia, lisonjeada e nervosa, apressou-se em se explicar.

— Sra. Naiara, isso não é verdade. O Sr. Xavier nunca tinha provado a minha comida antes, não teria como ele saber se era boa ou ruim.

Naiara riu suavemente.

— Felícia, você leva as piadas muito a sério.

Afonso tocou a ponta do nariz de Naiara com profunda adoração.

— Você adora atormentar a Felícia.

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