Ao ouvir a provocação de Afonso, Felícia logo tratou de defender Naiara.
— A Sra. Naiara nunca me atormentou, Sr. Afonso. Ela sempre cuidou de mim como se eu fosse da própria família.
Naiara deu um cutucão brincalhão no abdômen do marido.
Pelo visto, por mais abarrotada que estivesse a sua agenda, Afonso não havia deixado os treinos de lado. Mesmo através do tecido da camisa, era possível sentir claramente a definição dos seus músculos.
— Ficou sem palavras, foi?
Observando os olhos travessos e radiantes da esposa, o cérebro de Afonso entrou em curto-circuito. Sem pensar, ele se inclinou, pronto para beijá-la.
Henrique o empurrou com a mão, indignado.
— Tenha um pouco de modos! Preste atenção onde você está!
O sorriso de Afonso vacilou, meio sem graça.
Ele estava tão focado em admirar a beleza da esposa que, por um segundo, esqueceu completamente que o quarto estava cheio de gente.
Ter outras pessoas assistindo não era o maior dos problemas — afinal, ele ia beijar a própria esposa.
O problema era a presença de Natália.
Definitivamente, não era uma cena apropriada para crianças.
Natália, demonstrando maturidade, cobriu os próprios olhos com as mãozinhas.
— Vovô Henrique, deixe o tio Afonso beijá-la! Agora ele só tem olhos para a Sra. Naiara, o resto do mundo não importa.
Henrique soltou uma gargalhada ruidosa.
— Seu moleque! Se você vivesse nos tempos antigos, seria um daqueles reis tiranos, completamente cego por uma mulher!
Naiara arregalou os olhos, fingindo choque.
— Pai, se o senhor diz isso, está insinuando que eu sou uma daquelas mulheres fatais que arruínam impérios?
— Ah, Eduardo, precisamos ir. — desconversou Henrique. — Meu precioso neto está me esperando em casa.
Naiara não conseguiu segurar as risadas.
O sogro era, sem dúvida, um senhorzinho adorável.
Como Natália tinha que ir para suas aulas de reforço, Felícia a levou embora, acompanhando Henrique.
Com os detalhes do casamento resolvidos apenas por causa de um de seus comentários, Belmira sentiu-se ligeiramente envergonhada.
— Naiara, acho que falei demais.
Ela sabia que, no fundo, Naiara não fazia questão de ter uma cerimônia.
E certamente não queria uma tão cedo.
Naiara se recostou carinhosamente contra Belmira.
— Madrinha, sendo sincera, acho que até eu estou com vontade de ver como ficaria num vestido de noiva.
— Se você vestir um vestido de noiva, tenho certeza de que será a noiva mais deslumbrante que este mundo já viu. Não é verdade, Afonso?
Afonso estava focado em mandar uma mensagem no celular e não pescou bem o que ela tinha dito. Ele respondeu no automático:
— Está vendo? O Afonso já está encomendando o seu vestido de noiva e você aí, dedurando o pobre coitado. Que garotinha ingrata.
Naiara ficou pensativa por um momento.
— Eu quero desenhar o meu próprio vestido de noiva.
Belmira ficou espantada.
— Você sabe desenhar vestidos de noiva?
— Antes de decidir pela computação, o meu sonho real era ser estilista. — revelou Naiara.
Mas, com o tempo, ela percebeu que tinha muito mais afinidade com os códigos, e o sonho da moda foi silenciosamente arquivado.
Apesar disso, nos momentos de folga, ela ainda estudava o assunto como hobby.
Naiara virou-se para Afonso.
— Eu posso?
— Tudo o que você quiser, você pode.
De repente, Naiara começou a ansiar pelo casamento.
Caminhar até o altar usando uma criação sua parecia a definição de um momento perfeito.
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Como Afonso precisava voltar à empresa para resolver algumas pendências, Naiara queria ficar mais um pouco no hospital com Belmira.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...