O silêncio caiu pesado entre as duas mais uma vez.
O clima era de um constrangimento palpável.
No passado, elas eram amigas que não tinham segredos uma para a outra. Mas agora...
— Você e o Afonso vão fazer uma cerimônia de casamento? — perguntou Isadora.
Naiara não viu motivo para mentir.
— Sim, vamos.
— Quando?
— Ainda não temos a data certa. Meu sogro vai consultar um especialista para definir o melhor dia.
Isadora comprimiu os lábios, a mente divagando por um instante.
— Desejo muitas felicidades aos dois.
— Obrigada.
Mesmo sabendo exatamente qual seria a resposta, Isadora não conseguiu conter a pergunta que queimava em sua garganta.
— Suponho que você não vai me convidar, certo?
— Não. — a resposta foi direta e cortante.
O sorriso de Isadora carregava um gosto amargo e melancólico.
— Eu já imaginava...
Naiara checou o relógio em seu pulso, dando a deixa.
— Eu preciso entrar.
Isadora não fez menção de bloqueá-la.
— Claro. Vá com cuidado.
Naiara deu um leve aceno com a cabeça.
A interação fora tão cerimoniosa que elas pareciam não passar de estranhas que se esbarraram na rua.
Naiara já havia dado alguns passos quando a voz de Isadora ecoou às suas costas.
— Você não precisa mais se preocupar com o Carlos te assediando no futuro.
Naiara estacou. Virou-se devagar para encará-la.
— Como assim?
Um sorriso pálido e quase sombrio formou-se nos lábios de Isadora.
— Eu sei exatamente como domá-lo. Se ele ousar colocar as garras em você de novo, eu acabo com a raça dele.
Naiara ficou atordoada por uma fração de segundo.
Quando finalmente processou as palavras, Isadora já havia virado as costas e sumido de vista.
Seu primeiro instinto foi correr atrás dela para exigir explicações. Por que ela diria algo tão drástico do nada?
Porém, pensando bem, ela percebeu que investigar o assunto já não fazia o menor sentido.
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Beatriz engoliu em seco, sentindo o peso daquela frase.
Com uma falsidade quase imperceptível, Isabella brincou:
— Você costumava me chamar de cunhada, não lembra?
Beatriz corou, em absoluto desespero.
— Isabella, eu...
— Bia, querida. — Isabella a cortou, a voz banhada em açúcar e melancolia. — Está tudo bem. Eu entendo perfeitamente, não precisa se sentir culpada.
Beatriz abriu e fechou a boca.
— Você... você sabe muito bem como é. O meu primo sempre me mimou muito, mas ele sabe ser impiedoso. Em algumas coisas ele fecha os olhos, mas em outras... ele simplesmente não perdoa.
— Você já deve ter percebido. Ele é... completamente obcecado por essa tal de Naiara. Se eu fizer qualquer gracinha que a deixe irritada, meu primo é capaz de cortar relações comigo na mesma hora.
Um brilho escuro de decepção letal atravessou os olhos de Isabella.
Porém, fazendo um esforço titânico para esconder seu ódio, ela sorriu, bancando a vítima.
— Minha garota boba. Você achou que eu te convidei aqui para me ajudar a sabotá-la? Fique tranquila, meu amor. Eu só queria ter a sua companhia para um almoço. Só isso.
Beatriz a encarou, ainda hesitante.
— É sério?
— Claro que sim. — respondeu Isabella, sustentando o sorriso plácido.
Só então Beatriz soltou a respiração que prendia e relaxou os ombros.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...