Naiara olhou para o celular recém-comprado com a tela espatifada, sentindo uma pontada de irritação pelo estrago.
Mas estava com preguiça de exigir que aquele idiota pagasse.
O chute bem dado já seria uma lição que ele não esqueceria tão cedo.
Naiara se virou para ir embora, mas de repente o homem a abraçou com força por trás.
— Me bateu e acha que vai sair andando assim, sua vadia?!
Sem perder a pose, Naiara cravou o salto agulha do sapato diretamente no peito do pé dele, com toda a força.
Ele soltou um uivo de agonia.
Era o tipo que apanhava e não aprendia.
Quando ele tentou avançar novamente, Breno surgiu como um raio e quase deslocou a mandíbula dele com um chute.
Em seguida, um soco direto fez estrelas explodirem diante dos olhos do bêbado.
Se Naiara não tivesse segurado o segurança, o homem provavelmente sairia dali no rabecão.
O cara se arrastou do chão, zonzo, vendo Naiara ir embora escoltada. O gosto metálico de sangue se espalhava por sua boca, dando-lhe náuseas.
Ele sentia dores por todo o corpo, mas o que mais doía era o seu orgulho ferido.
Ele era um herdeiro legítimo da família Xavier! Nunca tinha sofrido tamanha humilhação!
— Idiota.
A voz fez o homem virar a cabeça com dificuldade.
A expressão de Beatriz parecia a de quem segurava uma risada.
Ela tinha visto a cena toda de camarote.
— Você faz alguma ideia de com quem acabou de mexer?
Vitor Xavier cuspiu no chão, com desdém.
— E importa quem seja? Eu vou ter medo de uma mulherzinha dessas? Nós somos os Xaviers, o topo das três grandes famílias.
Beatriz curvou os lábios num sorriso maldoso.
— E do nosso primo, você tem medo?
Vitor retorceu a boca a contragosto.
— Ele... Por que eu teria medo dele?
— Ah, não tem? — provocou Beatriz.
— Não!
— Então por que toda vez que você está na frente dele, você vira um cachorrinho covarde?
Pela árvore genealógica, Afonso era primo de Vitor. No entanto, em termos de poder e maturidade, Vitor parecia mais um adolescente mimado e irresponsável perto do implacável patriarca da família.
Estava morto!
...
Quando Naiara voltou para a Mansão Xavier, esbarrou exatamente com Afonso chegando no mesmo momento.
Os olhares se cruzaram.
Naiara preferiu não mencionar o incidente com o playboy imbecil. Era uma coisa banal, e contar a Afonso só o deixaria preocupado sem necessidade.
Os dois se abraçaram na entrada da casa, bem na hora que a governanta, Felícia, aparecia puxando o cachorro, Bolinha, pela coleira.
— Ai meu Deus, hora errada. Se eu soubesse, não tinha saído agora.
Naiara sorriu e se soltou gentilmente do abraço de Afonso.
— Felícia, eu levo o Bolinha para passear.
— Que nada! — Felícia fez sinal com as mãos. — A senhora trabalhou o dia todo, está cansada. Entre e vá descansar.
Naiara sorriu, sem jeito.
— Fui eu que trouxe o Bolinha para casa, mas no fim, é a Felícia que tem todo o trabalho de cuidar dele. Acho que nunca o levei para passear de verdade.
Afonso segurou a mão dela e a puxou levemente para dentro.
— Deixar a Felícia levar o Bolinha é bom para ela. Assim ela não fica trancada em casa o dia inteiro, pode ir ao parque e bater papo com os outros.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...