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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1117

Naiara pensou um pouco e concordou.

Do quarto do bebê, viam-se risadas animadas ecoando pelo corredor.

A porta estava aberta, permitindo ver Bento no tapete de atividades, gargalhando gostoso.

Ao redor dele estavam o senhor Henrique, o mordomo Eduardo e a pequena Natália.

Naiara olhou as horas e estava prestes a lembrá-los da rotina, mas Henrique se antecipou.

— Natália, está na hora de você ir para o seu quarto. Não se esqueça de que, nesta casa, seja na alimentação ou nos horários, quem manda é a sua tia. Se você desobedecer, a bronca sobra para mim também!

Natália mostrou a língua, divertida.

— Já sei, vovô Henrique! Estou indo para o meu quarto agora mesmo.

Naiara tirou uma caixinha da bolsa.

— O que é isso? — os olhos de Natália brilharam.

— Um presente.

— Mas por que está me dando outro presente?

Natália sentia que era a menina mais sortuda do mundo.

Embora a tia Naiara tivesse tido um bebê, nunca a negligenciou. Ela se lembrava de seus pequenos hobbies, sabia do que ela gostava de comer e do que odiava, e sempre lhe comprava presentes em datas comemorativas ou quando ela tirava boas notas.

Naiara acariciou a parte de trás da cabeça da menina, com ternura de mãe.

— Você não comentou que aquele prendedor de cabelo que viu na internet era lindo? Eu comprei para você.

Natália a abraçou com força.

— Tia, você é a melhor pessoa do mundo.

Tudo o que ela falava, a tia guardava na memória.

Naiara, pouco afeita a sentimentalismos, deu um sorriso suave.

— Pronto, mocinha. Hora de dormir, amanhã tem aula.

— Tá bom!

Natália correu alegremente para o quarto.

Naiara sentou-se de pernas cruzadas no tapete de atividades.

Afonso tomou o lugar ao lado dela.

A família inteira se acomodou em volta do pequenino.

Ver o bebê crescer dia após dia, notando como seus traços se tornavam a mistura perfeita de Naiara e Afonso, enchia a casa de sorrisos bobos e involuntários.

O senhor Henrique lançou alguns olhares furtivos para a nora.

Naiara deu uma risadinha leve.

Afonso sorriu, balançando a cabeça.

— Pai, por acaso você se esqueceu de quem é o seu filho de sangue aqui?

Henrique acenou com a mão com descaso.

— Filho de sangue não chega aos pés de uma boa nora! Naiara é a minha filha verdadeira agora. A posição dela na hierarquia da família é superior à sua.

— Sendo assim, fiquei curioso. Em que posição eu estou nessa casa hoje?

— Abaixo do Bolinha — cravou Henrique.

— ... — Afonso ficou mudo.

O mordomo Eduardo riu.

— Afinal, o Bolinha é o xodó da senhora Naiara.

Afonso balançou a cabeça, derrotado, mas com um sorriso carinhoso no rosto.

Naiara encostou a cabeça no ombro dele.

— Mas no meu coração, você é sempre o número um.

Afonso teve que se segurar muito para não beijá-la ali mesmo.

Do contrário, o velho Henrique provavelmente lhe daria um tapa e o mandaria desgrudar da sua preciosa nora.

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