Naiara pensou um pouco e concordou.
Do quarto do bebê, viam-se risadas animadas ecoando pelo corredor.
A porta estava aberta, permitindo ver Bento no tapete de atividades, gargalhando gostoso.
Ao redor dele estavam o senhor Henrique, o mordomo Eduardo e a pequena Natália.
Naiara olhou as horas e estava prestes a lembrá-los da rotina, mas Henrique se antecipou.
— Natália, está na hora de você ir para o seu quarto. Não se esqueça de que, nesta casa, seja na alimentação ou nos horários, quem manda é a sua tia. Se você desobedecer, a bronca sobra para mim também!
Natália mostrou a língua, divertida.
— Já sei, vovô Henrique! Estou indo para o meu quarto agora mesmo.
Naiara tirou uma caixinha da bolsa.
— O que é isso? — os olhos de Natália brilharam.
— Um presente.
— Mas por que está me dando outro presente?
Natália sentia que era a menina mais sortuda do mundo.
Embora a tia Naiara tivesse tido um bebê, nunca a negligenciou. Ela se lembrava de seus pequenos hobbies, sabia do que ela gostava de comer e do que odiava, e sempre lhe comprava presentes em datas comemorativas ou quando ela tirava boas notas.
Naiara acariciou a parte de trás da cabeça da menina, com ternura de mãe.
— Você não comentou que aquele prendedor de cabelo que viu na internet era lindo? Eu comprei para você.
Natália a abraçou com força.
— Tia, você é a melhor pessoa do mundo.
Tudo o que ela falava, a tia guardava na memória.
Naiara, pouco afeita a sentimentalismos, deu um sorriso suave.
— Pronto, mocinha. Hora de dormir, amanhã tem aula.
— Tá bom!
Natália correu alegremente para o quarto.
Naiara sentou-se de pernas cruzadas no tapete de atividades.
Afonso tomou o lugar ao lado dela.
A família inteira se acomodou em volta do pequenino.
Ver o bebê crescer dia após dia, notando como seus traços se tornavam a mistura perfeita de Naiara e Afonso, enchia a casa de sorrisos bobos e involuntários.
O senhor Henrique lançou alguns olhares furtivos para a nora.
Naiara deu uma risadinha leve.
Afonso sorriu, balançando a cabeça.
— Pai, por acaso você se esqueceu de quem é o seu filho de sangue aqui?
Henrique acenou com a mão com descaso.
— Filho de sangue não chega aos pés de uma boa nora! Naiara é a minha filha verdadeira agora. A posição dela na hierarquia da família é superior à sua.
— Sendo assim, fiquei curioso. Em que posição eu estou nessa casa hoje?
— Abaixo do Bolinha — cravou Henrique.
— ... — Afonso ficou mudo.
O mordomo Eduardo riu.
— Afinal, o Bolinha é o xodó da senhora Naiara.
Afonso balançou a cabeça, derrotado, mas com um sorriso carinhoso no rosto.
Naiara encostou a cabeça no ombro dele.
— Mas no meu coração, você é sempre o número um.
Afonso teve que se segurar muito para não beijá-la ali mesmo.
Do contrário, o velho Henrique provavelmente lhe daria um tapa e o mandaria desgrudar da sua preciosa nora.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...