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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1118

Uma empregada correu até a sala, visivelmente nervosa.

— Senhora Naiara... t-tem gente procurando a senhora.

— Quem é? — perguntou Afonso, assumindo sua postura protetora.

— Patrão, jovem mestre... é melhor vocês irem ver com os próprios olhos.

Em frente aos grandes portões de ferro da Mansão Xavier, um veículo oficial estava estacionado.

Um carro com placas de fundo branco e letras pretas. Começando com a letra V.

Para quem entendia do assunto, sabia de imediato: era um veículo de uso exclusivo das forças militares.

Do carro desceram dois homens fardados.

Apesar de a presença deles por si só impor autoridade, a postura da dupla era polida e afável.

— Boa noite, senhor Henrique.

Embora Henrique Xavier tivesse seus contatos dentro dos círculos militares, raramente os via fora de eventos estritamente formais por conta da natureza do trabalho.

O que eles estariam fazendo ali em sua casa a essa hora?

Um deles apresentou suas credenciais oficiais.

— Senhor Henrique, nós somos do Comando Militar do Sul. Devido a uma questão de segurança de redes em nível de emergência, precisamos desesperadamente do auxílio da senhora Naiara. Viemos escoltá-la para a base pessoalmente.

O parceiro dele continuou a explicação, num tom respeitoso.

— A senhora Naiara é uma das maiores autoridades mundiais em defesa de hackers e neutralização de vírus. Sua pesquisa em firewalls está no topo tecnológico global. Na nossa divisão, o nome dela é lendário, e viemos pedir que nos empreste essa genialidade.

— Sabemos que é repentino e pedimos desculpas pela intrusão a esta hora da noite.

Henrique jamais duvidaria da veracidade das credenciais.

Ninguém era burro o suficiente para falsificar documentos do Comando Militar.

Ele olhou para a nora, pedindo sua opinião com carinho e orgulho.

— Naiara, minha filha, você quer ir?

Evidentemente, Naiara não recusaria.

Era uma questão de defesa nacional.

— Peço que os senhores me deem apenas alguns minutos. Preciso me trocar e fazer uma pequena mala.

— Claro, senhora. Leve o tempo que precisar.

Enquanto esperavam, Henrique fez uma pergunta que não quis calar.

— Quando a minha nora voltará para casa?

Henrique bufou, inflando o peito de orgulho.

— Porque o exército sabe que a minha nora é muito mais inteligente que o meu filho. Eles queriam a Naiara, não ele.

Afonso pensou em se defender e explicar que as áreas de especialização deles dentro da computação eram diferentes.

Mas desistiu logo em seguida.

Deu de ombros e sorriu.

— E o exército está certo. A minha esposa é muito mais incrível que eu.

Henrique lançou-lhe um olhar de lado, desconfiado.

— E se um dia ela cansar de olhar para a sua cara e te chutar, o que você vai fazer?

— Felizmente, eu tenho um sogro excelente como você para interceder por mim. Se ela quiser me largar, vai pensar duas vezes só por sua causa.

Henrique virou o pescoço para Eduardo, piscando.

— Ele está me elogiando?

Eduardo assentiu, sério.

— Sim, senhor. O jovem mestre está elogiando o senhor.

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