Uma empregada correu até a sala, visivelmente nervosa.
— Senhora Naiara... t-tem gente procurando a senhora.
— Quem é? — perguntou Afonso, assumindo sua postura protetora.
— Patrão, jovem mestre... é melhor vocês irem ver com os próprios olhos.
Em frente aos grandes portões de ferro da Mansão Xavier, um veículo oficial estava estacionado.
Um carro com placas de fundo branco e letras pretas. Começando com a letra V.
Para quem entendia do assunto, sabia de imediato: era um veículo de uso exclusivo das forças militares.
Do carro desceram dois homens fardados.
Apesar de a presença deles por si só impor autoridade, a postura da dupla era polida e afável.
— Boa noite, senhor Henrique.
Embora Henrique Xavier tivesse seus contatos dentro dos círculos militares, raramente os via fora de eventos estritamente formais por conta da natureza do trabalho.
O que eles estariam fazendo ali em sua casa a essa hora?
Um deles apresentou suas credenciais oficiais.
— Senhor Henrique, nós somos do Comando Militar do Sul. Devido a uma questão de segurança de redes em nível de emergência, precisamos desesperadamente do auxílio da senhora Naiara. Viemos escoltá-la para a base pessoalmente.
O parceiro dele continuou a explicação, num tom respeitoso.
— A senhora Naiara é uma das maiores autoridades mundiais em defesa de hackers e neutralização de vírus. Sua pesquisa em firewalls está no topo tecnológico global. Na nossa divisão, o nome dela é lendário, e viemos pedir que nos empreste essa genialidade.
— Sabemos que é repentino e pedimos desculpas pela intrusão a esta hora da noite.
Henrique jamais duvidaria da veracidade das credenciais.
Ninguém era burro o suficiente para falsificar documentos do Comando Militar.
Ele olhou para a nora, pedindo sua opinião com carinho e orgulho.
— Naiara, minha filha, você quer ir?
Evidentemente, Naiara não recusaria.
Era uma questão de defesa nacional.
— Peço que os senhores me deem apenas alguns minutos. Preciso me trocar e fazer uma pequena mala.
— Claro, senhora. Leve o tempo que precisar.
Enquanto esperavam, Henrique fez uma pergunta que não quis calar.
— Quando a minha nora voltará para casa?
Henrique bufou, inflando o peito de orgulho.
— Porque o exército sabe que a minha nora é muito mais inteligente que o meu filho. Eles queriam a Naiara, não ele.
Afonso pensou em se defender e explicar que as áreas de especialização deles dentro da computação eram diferentes.
Mas desistiu logo em seguida.
Deu de ombros e sorriu.
— E o exército está certo. A minha esposa é muito mais incrível que eu.
Henrique lançou-lhe um olhar de lado, desconfiado.
— E se um dia ela cansar de olhar para a sua cara e te chutar, o que você vai fazer?
— Felizmente, eu tenho um sogro excelente como você para interceder por mim. Se ela quiser me largar, vai pensar duas vezes só por sua causa.
Henrique virou o pescoço para Eduardo, piscando.
— Ele está me elogiando?
Eduardo assentiu, sério.
— Sim, senhor. O jovem mestre está elogiando o senhor.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...