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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1119

Henrique olhou para o céu escuro como se procurasse algo.

— Que estranho, jurava que o sol tinha nascido do lado certo hoje.

Eduardo sorriu gentilmente.

— É o bom treinamento que a senhora Naiara deu a ele.

Henrique concordou efusivamente com a cabeça.

— Verdade, verdade. Todo o crédito é da minha preciosidade de nora.

— Patrão, quando a senhora Naiara voltar dessa missão, deveríamos fazer uma comemoração de verdade, não acha? — sugeriu Eduardo.

— Com certeza! O exército veio buscar a minha menina na porta de casa! Que honra para os Xaviers! Quando ela voltar, vou para a cozinha eu mesmo preparar os pratos favoritos dela!

Eduardo empalideceu.

— Isso...

Afonso passou por eles caminhando de volta para a mansão e sussurrou sombriamente:

— O senhor cozinhando para ela não é uma comemoração, pai. É uma punição militar de primeiro grau.

Henrique ergueu a bengala e foi atrás dele.

Afonso corria desviando com agilidade, tomando cuidado extra para que o velho não forçasse as costas.

Assistindo à cena de pai e filho brigando como duas crianças, os olhos do velho mordomo Eduardo se encheram de lágrimas.

Era aquela a visão que ele esperara por anos a fio.

E não o eterno e frio campo de batalha silencioso que a casa costumava ser.

Quando Naiara entrou na família, muitos disseram que ela havia dado o golpe do baú.

Mas só os membros de dentro da casa Xavier sabiam quem realmente tinha ganhado na loteria. O impacto dela transformara o inferno em um lar.

A mansão antes morta e silenciosa hoje transbordava de risadas.

O patrão, que se fechara no luto desde a morte da senhora e perdera a vontade de sorrir, havia virado um avô excêntrico e rabugento cheio de vida.

E o jovem mestre, sempre um bloco de gelo isolado do mundo, aprendera a ser caloroso e brincalhão.

Tudo isso graças à senhora Naiara.

Ela fora o tempero milagroso jogado na panela fervente e sem gosto que era a família Xavier, trazendo a verdadeira essência da felicidade para dentro daquelas paredes.

...

Fausto Âncora finalmente encerrou suas intermináveis horas extras. Massageando as têmporas doloridas, checou a hora.

Já passava das nove da noite.

A pele branca como porcelana ficava quase translúcida sob a iluminação indireta do abajur. Dava para ver as finas veias pulsando. Ela parecia frágil, como uma boneca de vidro prestes a estilhaçar.

Uma mulher como aquela deveria ser escondida e guardada a sete chaves, cuidada com toda a dedicação do mundo.

Deveria acordar feliz e sorrindo todos os dias.

Mas nos últimos tempos, as emoções de Isabella estavam cada vez mais instáveis, e o sorriso verdadeiro havia desaparecido completamente de seu rosto.

Os dedos longos e masculinos desceram suavemente pela bochecha pálida da garota, arrastando-se devagar até pousar nos lábios macios e perfeitamente contornados.

Lábios que antes eram viçosos, agora ressecados pelo sofrimento.

O olhar de Fausto foi escurecendo, preenchido por um desejo visceral e incontrolável.

Seu raciocínio começou a falhar. Sua sanidade nublou-se pela fumaça do desejo proibido. Lentamente, ele se curvou sobre o corpo da irmã, seus olhos devorando a boca entreaberta.

O sabor daqueles lábios devia ser divino...

— Fausto.

Uma voz sepulcral, gélida como uma lâmina de gelo descendo pela espinha, cortou o silêncio pesado da sala.

O delírio desapareceu dos olhos dele num milésimo de segundo.

Como se tivesse levado um choque, Fausto pulou da beirada da cama, o peito subindo e descendo em puro terror.

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