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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 1120

Quem entrou foi Helena.

Fausto apressou-se para ajudá-la.

Helena sentou-se à beira da cama, acariciando o rosto ainda levemente avermelhado de Isabella.

Talvez pelo efeito do álcool, a jovem dormia profundamente.

Naquele momento, Helena despira-se de sua postura implacável e autoritária. O olhar que pousava sobre o rosto da filha transbordava gentileza e amor materno.

Ela observou Isabella por um longo tempo, os olhos cheios de relutância em deixá-la. Se pudesse, desejaria ter mais tempo ao lado de sua preciosa filha. Vê-la vestir o vestido de noiva para casar com o homem que amava. Vê-la casar e ter filhos.

Helena ergueu a mão.

Fausto imediatamente ofereceu o braço como apoio.

Apoiando-se nele, Helena levantou-se.

— Vamos conversar lá fora.

— Sim.

Fausto a acompanhou até o sofá. Embora a família inteira evitasse falar sobre a doença de Helena para não estressá-la, todos sabiam intimamente que o seu estado já era terminal. Os dias que lhe restavam eram apenas uma dolorosa contagem regressiva.

Fausto fez menção de buscar um copo d'água.

Helena o impediu.

— Sente-se. Precisamos conversar.

Fausto sentou-se de frente para ela. Aquele homem, que para o mundo exterior era sempre frio e distante, só permitia que um pouco de sua doçura transparecesse na presença da família Âncora.

— Mãe, de agora em diante, se precisar de qualquer coisa, é só me ligar. Eu irei até a senhora, não precisa vir pessoalmente.

Helena não pareceu comovida com a oferta.

— Vou te fazer uma pergunta e quero que me responda com total sinceridade.

— Pode perguntar — disse ele.

— Você é apaixonado pela Isabella?

Um lampejo de pânico atravessou os olhos de Fausto, mas foi imediatamente ocultado.

Em seguida, ela deu um leve sorriso e seu tom voltou a suavizar-se.

— Não leve a mal a sua mãe, Fausto. Tenho andado com a cabeça muito cheia ultimamente, pensando bobagens. Se eu disse algo que o magoou, por favor, me perdoe.

— Não me magoou.

Helena lançou um olhar na direção do quarto.

— Por que a Isabella está dormindo aqui no seu quarto?

— Ela bebeu um pouco, tomou chuva e disse que estava com sono. Falei para ela tomar um banho e descansar um pouco.

Helena soltou um longo suspiro.

— Ultimamente, por causa daquele Afonso, ela parece outra pessoa. Eu ainda prefiro a minha filha de antes, gosto de vê-la vivendo como uma princesinha livre de preocupações.

Era exatamente o que Fausto também desejava. Mas sabia que, quando se trata de feridas do coração, a pessoa precisa encontrar a própria saída. Conselhos de terceiros são inúteis. Ninguém sabia disso melhor do que ele.

— Fausto, eu sei que, desde criança, você sempre amou e protegeu muito a Isabella. Sempre vi isso e guardo isso no coração.

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