Quem entrou foi Helena.
Fausto apressou-se para ajudá-la.
Helena sentou-se à beira da cama, acariciando o rosto ainda levemente avermelhado de Isabella.
Talvez pelo efeito do álcool, a jovem dormia profundamente.
Naquele momento, Helena despira-se de sua postura implacável e autoritária. O olhar que pousava sobre o rosto da filha transbordava gentileza e amor materno.
Ela observou Isabella por um longo tempo, os olhos cheios de relutância em deixá-la. Se pudesse, desejaria ter mais tempo ao lado de sua preciosa filha. Vê-la vestir o vestido de noiva para casar com o homem que amava. Vê-la casar e ter filhos.
Helena ergueu a mão.
Fausto imediatamente ofereceu o braço como apoio.
Apoiando-se nele, Helena levantou-se.
— Vamos conversar lá fora.
— Sim.
Fausto a acompanhou até o sofá. Embora a família inteira evitasse falar sobre a doença de Helena para não estressá-la, todos sabiam intimamente que o seu estado já era terminal. Os dias que lhe restavam eram apenas uma dolorosa contagem regressiva.
Fausto fez menção de buscar um copo d'água.
Helena o impediu.
— Sente-se. Precisamos conversar.
Fausto sentou-se de frente para ela. Aquele homem, que para o mundo exterior era sempre frio e distante, só permitia que um pouco de sua doçura transparecesse na presença da família Âncora.
— Mãe, de agora em diante, se precisar de qualquer coisa, é só me ligar. Eu irei até a senhora, não precisa vir pessoalmente.
Helena não pareceu comovida com a oferta.
— Vou te fazer uma pergunta e quero que me responda com total sinceridade.
— Pode perguntar — disse ele.
— Você é apaixonado pela Isabella?
Um lampejo de pânico atravessou os olhos de Fausto, mas foi imediatamente ocultado.
Em seguida, ela deu um leve sorriso e seu tom voltou a suavizar-se.
— Não leve a mal a sua mãe, Fausto. Tenho andado com a cabeça muito cheia ultimamente, pensando bobagens. Se eu disse algo que o magoou, por favor, me perdoe.
— Não me magoou.
Helena lançou um olhar na direção do quarto.
— Por que a Isabella está dormindo aqui no seu quarto?
— Ela bebeu um pouco, tomou chuva e disse que estava com sono. Falei para ela tomar um banho e descansar um pouco.
Helena soltou um longo suspiro.
— Ultimamente, por causa daquele Afonso, ela parece outra pessoa. Eu ainda prefiro a minha filha de antes, gosto de vê-la vivendo como uma princesinha livre de preocupações.
Era exatamente o que Fausto também desejava. Mas sabia que, quando se trata de feridas do coração, a pessoa precisa encontrar a própria saída. Conselhos de terceiros são inúteis. Ninguém sabia disso melhor do que ele.
— Fausto, eu sei que, desde criança, você sempre amou e protegeu muito a Isabella. Sempre vi isso e guardo isso no coração.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
A história foi ótima. Só não gostei da morte da Quitéria. Ela sofreu tanto e quando estava começando a ser feliz, foi assassinada....
O livro termina nesse capitulo??...
Cadê as atualizações?...
Não vai mais atualizar os capitulos?...
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...