Ela não queria odiar.
Mas era inevitável.
No quarto do hospital, apenas a babá estava presente.
Naiara empurrou a porta.
Ao vê-la, a babá levantou-se rapidamente para cumprimentá-la.
— Senhora Naiara.
Naiara olhou de soslaio para a criança que dormia profundamente.
— Deve estar sendo cansativo.
A babá sorriu de forma polida. — Senhora, o que a traz aqui?
— Vim ver como o bebê está.
— Ele está bem, não é nada grave. Mas precisa tomar soro todos os dias, dá uma pena ver o tadinho assim.
— Obrigada pelo seu trabalho.
— É o meu dever.
Naiara perguntou de forma casual.
— Onde estão os outros? Por que você está sozinha?
A babá respondeu: — Dona Franciely e os outros já voltaram para casa.
— Você ficou aqui sozinha nos últimos dois dias?
— Pois é, a senhora acredita?
Aquilo era bastante peculiar.
Franciely já tinha idade avançada, seu corpo não aguentava o cansaço do hospital.
Karina sempre foi egoísta e só pensava no próprio conforto.
Carlos precisava ir para a empresa todos os dias e descansar à noite.
Naiara conseguia encontrar desculpas para a ausência de todos eles.
Mas, como mãe biológica, Adriana estava sendo relapsa demais em largar a criança aos cuidados de terceiros...
Fingindo distração, Naiara abriu uma das gavetas do criado-mudo.
Infelizmente, estava vazia.
— Sabe, eu quase me esqueci... qual é mesmo o tipo sanguíneo do meu sobrinho?
A babá, sem desconfiar de nada, respondeu de prontidão.
— Acho que é tipo A.
Carlos era AB, e Adriana era B.
Se a criança fosse tipo A, a biologia batia perfeitamente.
A babá bocejou.
Naiara aproveitou a brecha: — Por que você não tira um cochilo? Eu fico de olho nele para você.
A babá hesitou.
— Não precisa, senhora. Eu aguento.
Naiara insistiu, com voz suave: — O bebê está dormindo agora, não vai acontecer nada. Descanse um pouco, você ainda tem a madrugada inteira pela frente.



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...