Ronaldo confirmou mais uma vez.
— Sr. Carlos, tem certeza de que deseja dispensar o advogado original da Srta. Vitória?
O olhar de Carlos era cortante.
Ronaldo baixou a cabeça imediatamente.
— Sim, Sr. Carlos.
De volta a Baía Esmeralda.
Assim que viu o filho chegar, Karina correu até ele. Seu semblante estava transtornado.
— Carlos, vamos nos mudar daqui.
Carlos parecia exausto.
— Do nada? Mudar de casa para quê?
Karina olhou para os lados. Sentia um calafrio constante na espinha.
— Nesses últimos dias, basta eu fechar os olhos para ver a sua avó antes de morrer. Sinto como se o espírito dela estivesse me assombrando, me perguntando repetidamente por que não a salvei, eu...
— Cale a boca! — A voz de Carlos saiu baixa e ameaçadora. — Quer que os outros saibam que você matou a vovó de raiva?
Karina paralisou.
— Eu disse aquelas coisas e a irritei, mas eu ia dar o remédio para ela, foi você quem...
Sob o olhar afiado como uma lâmina do filho, Karina engoliu as palavras, apavorada.
— Carlos, não podemos ir para outra casa? Sinto que este lugar atrai má sorte.
E fez questão de acrescentar:
— Vai ver é porque aquela amaldiçoada morou aqui. Parece que nada de bom acontece nesta casa, é só o azar que aquela praga trouxe.
O olhar de Carlos esfriou.
— Vou dizer pela última vez: nunca mais quero ouvir você falar mal dela.
Karina resmungou algo baixinho, mas desistiu de insistir.
A partir de agora, a família Lucca seria comandada apenas por seu filho. Mas por que ela não via o menor traço de felicidade no rosto dele?
Não importava.
O que importava era que, de agora em diante, ninguém na família Lucca lhe daria ordens.
— Você foi ver a garota? — Karina perguntou de repente.
— E como! Eu...
— Sempre que via você agir feito louca contra a Naiara, achava que fosse alguém incapaz de se controlar. Mas, pelo visto, você engoliu muito mais do que qualquer um.
Karina paralisou.
O tom do filho soou amargo e cortante.
— O que quer dizer com isso, Carlos? Se eu aguentei tudo calada, não foi por você? Se eu batesse de frente com aquela velha, ela nos jogaria no meio da rua! Como eu iria sustentar você? Viveríamos de vento!
Carlos não respondeu.
Karina percebeu algo estranho.
— Carlos, você está me jogando as coisas na cara por causa daquela Naiara?
A empregada, Débora, aproximou-se para servir o chá.
Quando Carlos estendeu a mão para pegar outra coisa, esbarrou na xícara.
O chá derramou sobre sua calça social.
Débora desdobrou-se em desculpas imediatas.
Agora que sua protetora estava morta, ela não sabia lidar com o temperamento de Carlos, por isso vinha pisando em ovos nos últimos dias.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...