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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 432

Carlos ergueu os olhos. Seu olhar era gélido.

— Faça suas malas e suma daqui.

Débora estremeceu.

— Sr. Carlos, me perdoe, não foi de propósito. Terei mais cuidado na próxima vez.

A expressão dele continuou impassível.

— Não gosto de gente que usa a autoridade dos outros para pisar em quem está embaixo.

Débora perguntou, trêmula:

— Sr. Carlos, eu... não estou entendendo o que o senhor quer dizer.

Carlos a fitou com frieza.

— Quando a nora mais velha da família estava aqui, você não perdeu a chance de dificultar a vida dela, não é?

Débora ficou tão assustada que perdeu a voz.

De fato, ela infernizara a vida daquela mulher.

No entanto...

— Sr. Carlos, foi porque a matriarca me disse que ela não era digna de ser a esposa do herdeiro da família Lucca. Que mais cedo ou mais tarde iria embora, e que eu não precisava levá-la a sério. Foi por isso que eu...

Débora não ousou terminar a frase.

Estranho.

Aquela mulher já havia deixado a família Lucca.

Por que o jovem mestre parecia não conseguir esquecê-la?

Carlos franziu a testa.

Aquela mulher...

Era como Franciely costumava se referir a Naiara.

Tal senhora, tal serva.

— Suma daqui. Nunca mais cruze o meu caminho.

Sabendo que qualquer justificativa seria inútil, Débora arrancou o avental e o jogou no chão.

— Eu vou mesmo! Não quero mais ficar neste lugar amaldiçoado! Um antro de energia pesada! Agora tem gente morta, gente na cadeia... um azar dos infernos!

Karina explodiu ao ouvir aquilo.

— Débora! Lave essa boca! Só te aceitamos nesta casa porque é uma parente distante. Não seja ingrata!

Irritado com a conversa, Carlos mudou de assunto:

— Você não queria se mudar? Eu concordo.

Os olhos de Karina brilharam de alegria.

— Vou procurar uma transportadora amanhã mesmo. Quanto antes sairmos daqui, melhor.

Carlos sentia que algo estava faltando.

— Onde está a Adriana?

Normalmente, bastava ele pisar em casa para Adriana correr ao seu encontro, agarrando-se a ele.

Estava tudo muito atípico hoje.

Karina lançou um olhar na direção do quarto.

— Deve ter dormido de tanto chorar.

— Chorar?

— Sim. Está desesperada por causa do que aconteceu com o pai. Disse que te ligou várias vezes e você não atendeu. Fez um escândalo e chorou mais um pouco.

— Carlos... — Karina baixou o tom de voz de propósito. — O que você pretende fazer?

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