Carlos ergueu os olhos. Seu olhar era gélido.
— Faça suas malas e suma daqui.
Débora estremeceu.
— Sr. Carlos, me perdoe, não foi de propósito. Terei mais cuidado na próxima vez.
A expressão dele continuou impassível.
— Não gosto de gente que usa a autoridade dos outros para pisar em quem está embaixo.
Débora perguntou, trêmula:
— Sr. Carlos, eu... não estou entendendo o que o senhor quer dizer.
Carlos a fitou com frieza.
— Quando a nora mais velha da família estava aqui, você não perdeu a chance de dificultar a vida dela, não é?
Débora ficou tão assustada que perdeu a voz.
De fato, ela infernizara a vida daquela mulher.
No entanto...
— Sr. Carlos, foi porque a matriarca me disse que ela não era digna de ser a esposa do herdeiro da família Lucca. Que mais cedo ou mais tarde iria embora, e que eu não precisava levá-la a sério. Foi por isso que eu...
Débora não ousou terminar a frase.
Estranho.
Aquela mulher já havia deixado a família Lucca.
Por que o jovem mestre parecia não conseguir esquecê-la?
Carlos franziu a testa.
Aquela mulher...
Era como Franciely costumava se referir a Naiara.
Tal senhora, tal serva.
— Suma daqui. Nunca mais cruze o meu caminho.
Sabendo que qualquer justificativa seria inútil, Débora arrancou o avental e o jogou no chão.
— Eu vou mesmo! Não quero mais ficar neste lugar amaldiçoado! Um antro de energia pesada! Agora tem gente morta, gente na cadeia... um azar dos infernos!
Karina explodiu ao ouvir aquilo.
— Débora! Lave essa boca! Só te aceitamos nesta casa porque é uma parente distante. Não seja ingrata!



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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...