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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 430

A frase gélida fez Vitória paralisar.

— Carlos... o que... o que você quer dizer?

Carlos lançou-lhe um olhar indiferente.

— A avó se foi.

Vitória ficou desnorteada por um longo instante.

— Foi para onde? Voltou para a fazenda dela? Mas como assim ela foi embora agora?! Eu ainda não saí daqui! Ela não vai me ajudar?!

— Vitória... — Os olhos de Carlos transbordavam uma frieza atroz. — A avó morreu. E foi por sua causa!

Num piscar de olhos, Vitória perdeu a cor e a alma.

— Impossível! A saúde dela era de ferro, como ela poderia ter morrido?!

Carlos olhou de esguelha para Ronaldo, que interveio imediatamente:

— Senhorita Vitória, a matriarca da família realmente faleceu. O funeral foi realizado há poucos dias.

As lágrimas jorraram do rosto dela.

— Não! É impossível! Eu não acredito!

— Qualquer pessoa que assista aos noticiários poderá confirmar — continuou Ronaldo. — A morte da matriarca tem sido o assunto de todas as manchetes nestes últimos dias.

A mente de Vitória virou um caos completo.

— Carlos... a avó... como ela morreu?

O olhar de Carlos escureceu.

— O escândalo que você causou a encheu de desgosto. Ela sofreu um ataque cardíaco fulminante. Ou seja, você a matou!

Vitória ficou inerte por alguns segundos até começar a gritar de modo histérico:

— Não! Você está mentindo! Não! É impossível! Eu não matei a nossa avó!

Os guardas penitenciários, vendo a alteração da detenta, intervieram rapidamente:

— Vitória, sente-se agora e acalme-se, ou encerraremos a visita neste instante.

Carlos não pronunciou uma só palavra. Apenas a observou com o mais puro distanciamento. Ao deparar-se com aquele par de olhos glaciais, as pernas de Vitória cederam, apavoradas.

— Você me odeia, não é...?

Ódio? Claro. Mas não de Vitória. Carlos odiava Franciely. Odiava as algemas mentais e as mentiras com as quais Franciely o aprisionara durante tantos anos. Quanto àquela meia-irmã... apesar de não compartilharem a mesma mãe, haviam convivido por uma vida inteira. Durante todo aquele tempo, ele genuinamente se importara com ela. Por essa razão, ao vê-la reduzida àquele estado miserável, uma fagulha de pena despontou em seu peito.

— Vitória, eu não a odeio. Comporte-se bem aí dentro, cumpra sua pena e torne-se uma pessoa melhor. Eu a esperarei quando você sair.

Aquelas palavras a deixaram ainda mais desequilibrada.

— Carlos! Você não vai me salvar?! Você não pode me abandonar aqui! Carlos...! — A voz da prisioneira foi sumindo pelos corredores até que a porta se fechasse.

Ao sair do presídio, Carlos recostou-se no banco de trás do carro e acendeu um cigarro. Pelo espelho retrovisor, Ronaldo espiou a feição de seu chefe. Era uma máscara de gelo, que tornara seus pensamentos insondáveis, mas, acima de tudo, implacável.

— Senhor Carlos, quanto ao caso da senhorita Vitória...

Carlos deu uma tragada profunda. Seu olhar refletia a mais absoluta crueldade.

— Dispense o nosso time de advogados. Contrate qualquer um de quinta categoria.

Ronaldo estremeceu. A equipe de advogados que havia sido designada inicialmente era extremamente renomada e custava uma fortuna. Com os recursos e a influência de Carlos operando nos bastidores, havia uma grande chance de atenuar a pena de Vitória. Dispensá-los agora não seria o equivalente a... condená-la à prisão definitiva?

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