Aquela mulher.
Adriana chorou por muito tempo, devastada e sem esperança.
Porém, suas lágrimas não despertaram nenhuma piedade em Carlos.
No máximo, renderam um pingo de compaixão.
Carlos dizia a si mesmo:
Esta mulher é a mãe do César. Ele já a amara um dia.
E o mais importante...
— Pare de chorar. — O pranto a irritava.
— Carlos, eu juro que não sabia que o meu pai faria uma coisa dessas, que ele causaria a morte do...
Adriana não teve coragem de concluir a frase.
Ela também carregava culpa pela morte de Nilton.
Se não tivesse trocado mensagens ousadas com outro homem, Nilton não teria saído de casa enfurecido.
Não teria ido correr com o carro.
Se não estivesse correndo, a tragédia não teria acontecido...
E agora descobre que o próprio pai matara Nilton... Meu Deus.
O que seria dela?
Para sua surpresa, Carlos a confortou:
— Adriana, sobre o que aconteceu com o Nilton... Eu não culpo você.
Era tudo o que Adriana precisava ouvir.
Mas quase não podia acreditar.
— É verdade? Você não me culpa?
— O seu pai é o seu pai, e você é você. Eu sei separar as coisas.
— Que alívio! — Adriana jogou-se nos braços de Carlos. — Carlos, pensei que não ia mais me querer.
Quando a família Jasmim caiu em desgraça, Naiara, sem o suporte da família de sangue, foi expulsa da família Lucca.
O mundo dera voltas e, agora, a família Fontana era a que estava na lona. Será que Carlos a descartaria da mesma forma?
Por isso, parte das lágrimas de Adriana eram por Wilson.
A maior parte, no entanto, era por si mesma.
Agora, Carlos era seu único porto seguro. Ela tinha pavor de perdê-lo.
Carlos segurou as mãos de Adriana, forçando um toque de ternura.
— Bobinha. Como eu poderia? Eu prometi que cuidaria de você a vida inteira.
Carlos respondeu com indiferença:
— Sou todo ouvidos.
Wilson fez uma pausa de alguns segundos antes de mudar de assunto abruptamente.
— Adriana não é minha única herdeira.
Um sorriso irônico despontou nos lábios de Carlos.
— Já tinha ouvido os rumores de que o Sr. Wilson tinha muita lenha para queimar e uma ninhada espalhada por aí.
Diante do sarcasmo, Wilson não tinha mais força para se irritar. Respondeu num tom monótono:
— Não chega a ser uma ninhada. Tenho mais duas filhas e um filho.
— As meninas têm dezesseis e dezenove anos, e o menino tem só dez. São apenas crianças.
— E daí?
— Já abri um fundo de confiança para eles. Quando eu for, não passarão necessidade.
— Eles não vão disputar a herança com a Adriana.
— Deixei as empresas limpas, as duas mansões da família Fontana e uma propriedade nas montanhas para a Adriana. É a minha forma de compensar o que devo a ela.
Carlos já previa aonde aquela conversa levaria.
— E então?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...