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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 434

Aquela mulher.

Adriana chorou por muito tempo, devastada e sem esperança.

Porém, suas lágrimas não despertaram nenhuma piedade em Carlos.

No máximo, renderam um pingo de compaixão.

Carlos dizia a si mesmo:

Esta mulher é a mãe do César. Ele já a amara um dia.

E o mais importante...

— Pare de chorar. — O pranto a irritava.

— Carlos, eu juro que não sabia que o meu pai faria uma coisa dessas, que ele causaria a morte do...

Adriana não teve coragem de concluir a frase.

Ela também carregava culpa pela morte de Nilton.

Se não tivesse trocado mensagens ousadas com outro homem, Nilton não teria saído de casa enfurecido.

Não teria ido correr com o carro.

Se não estivesse correndo, a tragédia não teria acontecido...

E agora descobre que o próprio pai matara Nilton... Meu Deus.

O que seria dela?

Para sua surpresa, Carlos a confortou:

— Adriana, sobre o que aconteceu com o Nilton... Eu não culpo você.

Era tudo o que Adriana precisava ouvir.

Mas quase não podia acreditar.

— É verdade? Você não me culpa?

— O seu pai é o seu pai, e você é você. Eu sei separar as coisas.

— Que alívio! — Adriana jogou-se nos braços de Carlos. — Carlos, pensei que não ia mais me querer.

Quando a família Jasmim caiu em desgraça, Naiara, sem o suporte da família de sangue, foi expulsa da família Lucca.

O mundo dera voltas e, agora, a família Fontana era a que estava na lona. Será que Carlos a descartaria da mesma forma?

Por isso, parte das lágrimas de Adriana eram por Wilson.

A maior parte, no entanto, era por si mesma.

Agora, Carlos era seu único porto seguro. Ela tinha pavor de perdê-lo.

Carlos segurou as mãos de Adriana, forçando um toque de ternura.

— Bobinha. Como eu poderia? Eu prometi que cuidaria de você a vida inteira.

Carlos respondeu com indiferença:

— Sou todo ouvidos.

Wilson fez uma pausa de alguns segundos antes de mudar de assunto abruptamente.

— Adriana não é minha única herdeira.

Um sorriso irônico despontou nos lábios de Carlos.

— Já tinha ouvido os rumores de que o Sr. Wilson tinha muita lenha para queimar e uma ninhada espalhada por aí.

Diante do sarcasmo, Wilson não tinha mais força para se irritar. Respondeu num tom monótono:

— Não chega a ser uma ninhada. Tenho mais duas filhas e um filho.

— As meninas têm dezesseis e dezenove anos, e o menino tem só dez. São apenas crianças.

— E daí?

— Já abri um fundo de confiança para eles. Quando eu for, não passarão necessidade.

— Eles não vão disputar a herança com a Adriana.

— Deixei as empresas limpas, as duas mansões da família Fontana e uma propriedade nas montanhas para a Adriana. É a minha forma de compensar o que devo a ela.

Carlos já previa aonde aquela conversa levaria.

— E então?

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