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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 174

Naiara foi levada primeiro para o setor de ginecologia e obstetrícia.

Do lado de fora da sala de exames, Afonso andava de um lado para o outro, atormentado.

José não sabia se deveria tentar confortá-lo.

— Jovem mestre...

Afonso estava sendo devorado pela culpa.

— Ela se machucou para me proteger. Se acontecer alguma coisa com o bebê, eu nunca vou me perdoar.

José tentou oferecer um consolo mecânico:

— A Srta. Naiara é uma pessoa tão boa, com certeza os céus vão protegê-la. Não vai acontecer nada.

Afonso soltou um riso amargo e baixo.

— Os céus? Foi exatamente isso que você disse antes da minha mãe morrer.

José não ousou pronunciar mais nenhuma palavra.

O estado em que Afonso se encontrava naquele momento o tornava inalcançável.

A porta da sala de exames se abriu de supetão.

Afonso correu até lá.

José, por outro lado, ficou plantado no mesmo lugar.

Ele mal podia acreditar. Aquele homem desesperado e em pânico era mesmo o seu jovem mestre, sempre tão sereno, elegante e inabalável?

O médico não poupou críticas contundentes:

— Se ela está grávida, como vocês permitem que ela faça atividades físicas tão intensas? Cadê o bom senso? Que tipo de marido é você?

Afonso ignorou completamente o mal-entendido do médico.

— Como ela está? E o bebê?

— Graças a Deus, foi apenas um pequeno sangramento. O feto está seguro por enquanto, mas ela não pode fazer nenhum tipo de esforço agora. Precisa ficar de repouso absoluto na cama por três dias.

O médico continuou dando instruções severas enquanto prescrevia os medicamentos.

— Não se esqueça da medicação. E é fundamental que alguém fique cuidando dela, não a deixe sozinha. Se houver alguma emergência e ela não for atendida a tempo, há um grande risco de perder a criança.

A voz de Naiara soou de trás da cortina:

— Doutor, não tem como evitar esse repouso? Pode ser meio complicado para mim.

O médico se irritou instantaneamente.

— Por mais ocupada que esteja, você precisa descansar! A menos que não queira mais essa criança. Você vai ser mãe, como pode ser tão imprudente? Você...

— Doutor — interrompeu Afonso. — A culpa foi minha, não dela. Fique tranquilo, ela vai descansar como o senhor recomendou.

Satisfeito com a resposta, o médico assentiu.

— Agora sim, você está agindo como um pai de verdade.

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