Hã...
Ela achava que...
De repente, voltando ao assunto principal, o sorriso de Naiara desapareceu gradualmente.
Ela contou a Afonso tudo o que havia acontecido na casa de repouso, sem omitir um único detalhe.
Depois de falar, Naiara pareceu perceber que algo não se encaixava.
Afonso a guiou lentamente com suas perguntas.
— Como diretora, ao mencionar a morte repentina de uma paciente que esteve na casa de repouso por mais de vinte anos, o rosto dela não demonstrou a menor tristeza. Você acha isso normal?
— A pessoa que cuidou da sua mãe escolheu pedir demissão logo após o falecimento dela. Não seria muita coincidência? Será que a diretora não impediu você de ver essa pessoa de propósito, para esconder alguma coisa?
Naiara pensou seriamente por um momento.
— Não sei por que, mas tenho a vaga sensação de que a minha mãe biológica não morreu. Ela ainda está viva, embora eu tenha visto aquela certidão de óbito com os meus próprios olhos.
— Certidões de óbito podem ser forjadas — ponderou Afonso. — Assim como Thiago forjou uma certidão de óbito anos atrás para proteger sua mãe.
Naiara ficou atordoada por um instante e, de repente, agitou-se.
— Você quer dizer que aquela certidão de óbito pode ser falsa e que minha mãe ainda está viva?
— É uma possibilidade.
— Então eu não posso voltar para Rio Belo. Preciso investigar isso a fundo — declarou Naiara.
— Tudo bem, eu investigo com você — respondeu Afonso.
Em meio ao desespero, a esperança surgiu subitamente, como se ela tivesse encontrado uma luz em meio à escuridão total. Naiara foi completamente tomada por uma súbita onda de alegria.
Inconscientemente, ela segurou as mãos de Afonso com as suas.
— Afonso, acabei de perceber que você é o meu verdadeiro anjo da guarda!
Um traço de indulgência e carinho brilhou nos olhos de Afonso.
— A figura mais importante não é a diretora, e sim a pessoa que cuidava da senhora. Portanto, precisamos encontrar essa mulher discretamente e ver se conseguimos extrair as informações mais cruciais dela.
Naiara concordou repetidamente, acenando com a cabeça.
— Sim, sim, você tem toda a razão.
Vendo que a tensão entre as sobrancelhas dela havia se dissipado e as linhas do seu rosto haviam se suavizado, Afonso, como num passe de mágica, tirou uma garrafa térmica e um pote hermético de sua bolsa.
— Depois que saí do avião, estava com muita pressa e não consegui preparar muita coisa. Só trouxe água e alguns sanduíches para você. Quer comer um pouco para enganar o estômago?
O coração de Naiara deu um salto inexplicável. Ela sorriu.

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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...