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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 240

Vitória nem sequer percebeu quando José apareceu. Muito menos em que momento os dedos dele se fecharam como um torno em volta do seu pescoço.

Os olhos de José pareciam os de um lobo faminto encarando a sua presa. A mão que a estrangulava assemelhava-se a uma garra afiada, capaz de quebrar o seu pescoço em uma fração de segundo e mandá-la direto para o outro mundo.

Foi só então que o pavor tomou conta de Vitória. Ela encarou Afonso, com os olhos arregalados de terror. Afonso continuava elegante e calmo, com o mesmo sorriso gélido desenhado no rosto. Mas, pela primeira vez na vida, aquela expressão serena fez o sangue de Vitória gelar.

Ele estava lá, impecável, com as mãos nos bolsos do paletó.

— Srta. Vitória, a pessoa capaz de me ameaçar ainda não nasceu. Você superestima a si mesma.

Terminando a frase, Afonso lançou um olhar cortante para José, que imediatamente afrouxou o aperto e a soltou.

Vitória cambaleou para trás, massageando a garganta, tremendo tanto que perdeu completamente a voz. Afonso, no entanto, deu um passo na direção dela.

— Vá em frente. Diga ao seu irmão exatamente o que viu hoje. Eu adoraria saber quais seriam as "consequências" caso ele descobrisse.

Após a provocação, Afonso virou-se e desapareceu na escuridão.

Vitória ficou paralisada por longos minutos. Apenas quando uma lufada de vento gélido atravessou suas roupas leves — já que ela sempre priorizava a aparência em vez do frio quando ia vê-lo — foi que ela saiu do transe.

Sempre que ia ao encontro de Afonso, ela passava horas se arrumando, buscando a perfeição. Mas todo esse esforço sempre esbarrava num muro de indiferença. Ela estava exausta. Desde criança, tudo o que queria, a família arranjava um jeito de lhe dar. Por que logo esse homem, o qual ela amava com tanta obsessão, era o único troféu que não conseguia exibir na estante?

Vitória abraçou o próprio corpo, tentando se aquecer. O terror de momentos atrás começou a se dissipar. E, ironicamente, ao se lembrar da postura letal e implacável de Afonso, o medo deu lugar ao fascínio.

Ela abriu um sorriso delirante. *Como ele estava lindo agora...*

...

No apartamento, José estava parado perto da janela. Ele afastou ligeiramente a cortina e espiou a rua.

— Jovem mestre, aquela maluca ainda está lá fora.

Afonso, jogado no sofá e com as feições abatidas pelo cansaço, respondeu secamente:

— Deixe-a.

José aproximou-se e, notando a fadiga do chefe, não resistiu a provocá-lo.

— Patrão, foram só dois dias. Como o senhor ficou tão acabado? Não me diga que passou a noite inteira acordado e ocupado...

Afonso manteve os olhos fechados.

— Quer apanhar?

José, que tinha a pele grossa para ameaças, soltou uma risadinha marota.

— O senhor e a Srta. Naiara dormiram no mesmo quarto ontem à noite e não rolou nada?

Capítulo 240 1

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