Ao ouvir isso, os olhos de Vitória brilharam.
— Que ótimo! Então vá até a família Xavier e peça a mão dele para mim.
O rosto de Carlos ficou lívido de raiva.
— Vitória, é melhor você nunca mais sonhar com um absurdo desses!
— Sem falar que ele não é digno da nossa família Lucca, e mesmo que fosse, eu jamais permitiria que você ficasse com ele!
Vitória sentiu uma imensa vontade de chorar, tomada pela ansiedade.
— Por que não?! Só porque ele é o seu maior rival?
— Sim! Exatamente por isso! Você sabe muito bem quantos engenheiros-chefe ele roubou da nossa empresa. Ultimamente, ele não para de fazer manobras obscuras, como se tivesse os olhos fixos na Tecnologia Vitalis, agindo de propósito como nosso inimigo.
— Concorrência no mercado é a coisa mais normal do mundo! Se ele tirou seus engenheiros, a culpa é da sua gestão. Foi você quem não soube valorizá-los, por isso eles foram embora. O que ele tem a ver com isso?
Vitória estava tão afundada em seus próprios pensamentos que nem percebeu a expressão de Carlos, que havia se tornado assustadora.
Adriana puxava as roupas da garota sem parar para alertá-la, mas ela ignorava completamente.
— Você só se sente inferior a ele. É pura inveja! Por isso não me deixa ficar com ele. Você tem medo de que, se eu me casar com ele, você vai se sentir sempre por baixo!
Plaft!
Um estalo alto ecoou pela sala. A mão de Carlos acertou em cheio o rosto de Vitória.
Adriana cobriu a boca com as mãos, horrorizada.
Essa era a irmã que Carlos mais mimava, como ele pôde...
Vitória ficou atordoada pelo golpe, segurando o rosto com as mãos, incapaz de acreditar.
Carlos, no entanto, não demonstrou um pingo de remorso pelo tapa, tampouco pena. Com o rosto contorcido de ódio, ele deu o ultimato:
— Vitória, escute bem. O que não falta é homem querendo ser o cunhado de Carlos Lucca. Escolha o homem que quiser, mas o de sobrenome Xavier, você pode ir tirando da cabeça. A menos que você não me considere mais como seu irmão, jamais espere que eu concorde com isso.
Foi a primeira vez que Vitória chorou daquele jeito.
— Ótimo! Então a partir de hoje eu não sou mais a sua irmã!
Dito isso, ela saiu correndo, aos prantos.
Adriana olhou para Carlos, calada e amedrontada. Não tinha coragem de dizer nada.
O Carlos de hoje parecia completamente diferente do homem que ela conhecia.
Havia nele uma frieza cruel, e uma aura hostil insuportável.
Adriana arriscou falar com cautela:


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...